Os dois furos que fornecem água para os horticultores da zona baixa dos Mosteiros, desde Fajãzinha até à cidade de Igreja, são geridos pelo Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) e segundo uma fonte da câmara dos Mosteiros, a divida acumulada, que vem desde Setembro de 2016 a esta parte, ascende os 3.234 contos, pelo fornecimento de energia.

O vereador Jaime Monteiro Júnior, que substitui o presidente Carlos Fernandinho Teixeira, que se encontra em missão de serviço em Portugal, contactado pela Inforpress, disse que a autarquia já comunicou a ocorrência ao delegado do MAA na ilha que lhe informou que o director do Orçamento do Ministério está a negociar o pagamento da divida com a Electra.

Segundo o autarca, desde a semana passada que a empresa de electricidade deixou de fornecer energia e tendo em conta que a zona baixa dos Mosteiros ainda não registou a queda de precipitação, os horticultores, cujas plantas estão em fase de produção, estão preocupados com a situação.

Desde 01 de Agosto de 2019, no quadro do protocolo celebrado entre a autarquia dos Mosteiros e o MAA, este ministério transferiu as competências de agricultura e ambiente à câmara e por isso, segundo o vereador, em relação à divida, a edilidade diz não ter qualquer responsabilidade neste processo e que na altura da transferência das competências ninguém teria informado a autarquia da existência da divida.

Apesar de o protocolo ter entrado em vigor a partir de 01 de Agosto passado, a câmara ainda não recebeu quaisquer recursos do Ministério da Agricultura e Ambiente.

A água para rega nos Mosteiros ainda não foi assumida pela empresa intermunicipal de águas, Águabrava, e continua sob a gestão do MAA, pagando os horticultores uma média de 35 escudos por cada metro cúbico de água utilizada, cerca de metade do valor que os horticultores e criadores de gado de São Filipe e Santa Catarina, que pagam 70 escudos por metro cúbico de água a Águabrava.

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