O administrador da empresa Suifogo cuja área de intervenção é a transformação dos derivados de pecuária, Manuel Mendes, disse à Inforpress que na sexta-feira, 29, os criadores, que disponibilizam leite a esta empresa depararam com mais de 40 cabeças de cabras sem vida nos seus currais na área de pastagem da zona sul de São Filipe, por acção de cães vadios.

A titulo de exemplo, o mesmo, apontou que um dos criadores perdeu 10 cabeças de cabra de uma assentada, outro nove cabeças, e que no total são mais de 40 cabeças, observando que os criadores estão a lutar para salvar os seus animais devido a três anos de seca consecutiva, mas em contrapartida estão a perde-los devido a acção de cães vadios, situação que poderia ser perfeitamente resolvida.

Este indicou que já teve encontro com o delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) na tentativa de encontrar uma solução, mas não há nenhuma medida concreta para minimizar esta situação, tendo o delegado afirmado que é necessário ter um projecto para castração dos cães vadios.

“Os pastores não sabem o que fazer com esta situação que a cada dia que passa está a tornar-se mais insustentável”, referiu Manuel Mendes, sublinhando que não é admissível que os cães continuam a entrar nos currais e a dizimar os animais sem que ninguém tome medidas.

Os criadores querem que sejam, pura e simplesmente, eliminados os cães vadios que estão a atacar os animais e só depois é que as  autoridades devem pensar na castração ou noutra campanha em relação aos cães, frisou Manuel Mendes, observando que se é certo que se deve defender os cães, também não é menos verdade que devem defender os criadores e as suas famílias já que os seus animais representam a principal fonte de rendimento e de sobrevivência e por isso já é altura de se adoptar medidas e não deixar a situação arrastar eternamente.

Para alguns, o combate a cães vadios que têm dizimado os rebanhos dos criadores passa pela implementação da legislação municipal aprovada em finais de 2015 pela Assembleia Municipal, e que tem a ver com o registo de cães e a monitorização do seu crescimento no município, além da possibilidade de castração, mas também de abate, como último recurso, quando se constata que são verdadeiramente vadios e nefastos para a própria saúde pública.

Já as unidades de produção de queijo semi-industrial existentes na ilha retomaram esta semana a produção de queijos e outros derivados do leite, após uma semana de paralisação motivado pela impossibilidade de escoamento de mais de quatro mil queijos para a ilha de Santiago, na esperança de que o problema de transporte marítimo regular com aquela ilha esteja, por ora, resolvido.

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