De acordo com o mais recente relatório desta consultora com sede em Barcelona sobre as economias africanas, Moçambique deverá ter uma contração de 1,3% este ano, depois de no segundo trimestre ter “encolhido ao nível mais rápido em pelo menos uma década”.

Na análise, enviada aos investidores e a que a Lusa teve acesso, os consultores escrevem que “a queda foi principalmente devida ao setor dos serviços, que viu a atividade no setor das viagens e turismo colapsar em mais de um terço e o comércio cair significativamente, num contexto de restrições às viagens e fecho de lojas não essenciais”.

Apesar de o estado de emergência em vigor abrandar algumas das medidas desde o dia 18 e agosto, "a atividade económica geral deverá sofrer outra queda no terceiro trimestre", depois de ter crescido 1,7% no primeiro trimestre e de ter registado uma quebra de 3,3% no segundo.

A pandemia de covid-19 e as medidas de contenção subsequentes deverão ter um peso considerável na atividade económica este ano, com a produção a cair pela primeira vez nas últimas décadas, antecipam os analistas, apontando que "as exportações, particularmente de carvão e alumínio, vão retrair-se num contexto de fraca procura global e as decisões de investimentos podem sofrer impactos devido à elevada incerteza".

Moçambique registou mais 68 infeções pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas e elevou para 3.508 o total de casos, mantendo-se com 21 óbitos, anunciou na terça-feira o Ministério da Saúde.

Dos novos 68 casos, 65 são indivíduos de nacionalidade moçambicana e três são estrangeiros, nomeadamente um sul-africano, um zimbabueano e um francês, refere-se na nota de atualização de dados enviada à comunicação social.

Em África, há 27.984 mortos confirmados em cerca de 1,2 milhões de infetados pelo novo coronavírus em 55 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 813 mil mortos e infetou mais de 23,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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