A informação foi hoje avançada à Inforpress pelo presidente da FECAD, António Melo, explicando que para contornar o problema, a federação está a concorrer a alguns projectos de formação e financiamento para poder dar maior capacidade de resposta às funcionárias da Lumiarte.

A empresa, que funciona no Centro Nacional de Ortopedia e Reabilitação Funcional (CENORF), na cidade da Praia, para além de produzir velas, tem estado a fazer experiência na produção de sabonetes.

António Melo disse que a FECAD, para redimensionar a Lumiarte, está, em parceria com a escola profissional HF, a reciclar cinco mulheres deficientes que trabalham na empresa, afora mais treze pessoas com deficiência e chefes de família com crianças deficientes.

O responsável adiantou que após esta formação , a empresa além de sabonetes em barra vai também experimentar a produção de sabão líquido para colocar no mercado.

“Neste momento, já foi enviado um projeto para o concurso, e estamos à espera de resposta, já que o concurso, no valor de 500 mil escudos, foi lançado pelo Ministério da Família e Inclusão Social, através da Plataforma das ONG”, acrescenta.

Perante estes desafios e reconhecendo que a federação conheceu dias “difíceis” com a pandemia, informou que a FECAD vai tentar participar em outros concursos, referiu-se a um divulgado pela cooperação portuguesa, com a ideia de “ dar outra dimensão à empresa Lumiarte”.

O objetivo, assegura, é reforçar a capacidade da Lumiarte, elevando o seu estatuto para microempresa para que esta possa vir a ter sustentabilidade e não funcionar colado ao sistema de “subsistência”.

“Trabalhando neste sistema nos falta dinheiro para pagar o INPS das funcionárias. Cada vez que nos interpelam sobre o assunto, sinto-me envergonhado. Neste momento, enviamos as folhas em atraso ao instituto, solicitando negociação para podermos pagar as dívidas em atraso”, destaca.

Além de reciclagem no sector de produção de velas e sabão, a federação pretende ainda, em parceria com HF, facultar às mulheres da Lumiarte uma formação na área de marketing e técnicas de venda.

A Lumiarte, que emprega pessoas com vários tipos de deficiência, foi fundada com o propósito de aumentar o nível de vida destas pessoas que pelas suas limitações teriam a sua vida profissional hipotecada.

A Lumiarte – Velas de Cabo Verde é fruto de um projecto criado, em 2003, pela Associação Cabo-verdiana de Deficientes (ACD) e contou com o financiamento da United State African Development Foundation (USADF).

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