O esclarecimento vem a propósito de notícias veiculadas na comunicação social sobre o relatório da organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), que inclui Cabo Verde na lista de países em situação de emergência alimentar.

“Os números anunciados foram estimados na base da avaliação da seca e do mau ano agrícola feitas no âmbito do Comité Inter-Estados de Luta contra a Seca no Sahel (CILSS)”, refere a organização em comunicado de imprensa.

O documento esclarece ainda que os números avançam que devido a esses dados climáticos desfavoráveis, se nada fosse feito para reverter esta situação, cerca de 192 mil pessoas poderiam ficar em situação de vulnerabilidade durante o período de transição de março a maio de 2018.

A FAO realçou os trabalhos que Cabo Verde vem desenvolvendo para ultrapassar os problemas causados pela seca e mau ano agrícola, conforme o comunicado, afirmando, que Governo reagiu bem cedo para antecipar esta situação elaborando um programa de emergência que assentam em três pilares.

“Graças e esses recursos, ações de salvamento do gado, mobilização de água e criação de emprego estão a ser bem implementadas no país visando garantir a segurança alimentar das populações vulneráveis e melhorar as suas condições de vida”, lê-se no documento.

A lista divulgada pela FAO no passado dia 07 de junho, anunciava que perfazem agora 39 países, mais dois do que em março, com a entrada de Cabo Verde e Senegal.

O relatório indica que Cabo Verde é colocado entre os países com “quebra excecional de produção de alimentos e significativa perda” de cabeças de gado devido a seca e ao  fraco ano agrícola de 2017.

A FAO estima em 192 mil (35% da população), o número de pessoas a necessitar de assistência alimentar entre março e maio, sobretudo devido aos défices de produção agrícola e pecuária.