Cabo Verde vai acolher pela primeira vez os exercícios militares Epic Gaurdian 16 a decorrer de 26 de Abril até primeira semana de Maio, nas suas águas, envolvendo cerca de 350 militares, em parceria com o Centro Marítimo e Operacionais de Segurança (COSMAR).

A informação foi avançada hoje pelo embaixador dos Estados Unidos da América no arquipélago, Donald Heflin, à saída de um encontro com o comandante do exercício e os ministros das Relações Exteriores e da Defesa Nacional, de Cabo Verde, tendo realçado que a economia do país vai arrecadar 5 milhões de dólares em impostos e serviços como combustíveis, alojamentos em hotéis e restauração.

“O Epic Guardian 16 que irá acontecer de 26 desde mês, até a primeira semana de Maio, é um exercício de treinamento realizado regularmente em África para promover a cooperação entre os nossos aliados regionais e nações parcerias”, explicou o diplomata americano salientando que o mesmo vai envolver cerca de 350 militares, e que inclui componentes de formações nas águas internacionais da ilha do Sal, e planeamento e apoio do Centro Marítimo e Operacionais de Segurança (COSMAR).

Para o embaixador Donald Heflin, o exercício vai oferecer às forças cabo-verdianas e americanas oportunidades de aprofundarem mais a sua formação em setores como comunicações, logística, inteligência, e planeamento de crise, de modo a proporcionar mais segurança e estabilidade a Cabo Verde e à região.

Disse que tiveram todo o apoio do Governo cessante e do novo saído das eleições de 20 de Março, e considerou que essa “transição suave” é o testemunho da maturidade da democracia cabo-verdiana e prova clara da prioridade que atribuem aos setores de segurança e no reforço da cooperação entre os dois países.

Por seu turno, o ministro das Relações Exteriores, Jorge Tolentino classificou a cooperação entre os dois estados de “extraordinária” e “excelente” assegurando que para além dos ganhos financeiros diretos, o mais importante é que Cabo Verde assumiu esse compromisso, e que nunca será um refúgio seguro para os criminosos.

“Neste momento temos ainda um longo caminho a percorrer no que diz respeito à luta contra a criminalidade internacional organizada, uma vez que Cabo Verde está inserido numa região de ameaças e desafios complexos em matéria de segurança e defesa, sobretudo a criminalidade no alto mar, o narcotráfico, tráfico de armas, de pessoas e ameaças que vão adquirindo uma dimensão cada vez mais forte, como é o caso de terrorismo”, frisou realçando que o mais importante é que a relação com os EUA continue e se fortaleça cada vez mais.

Para o governante, a realização deste exercício no arquipélago é um motivo de orgulho para o país, reiterando o compromisso de implementar políticas de continuidade e de engajamento no domínio da defesa e da segurança.

“Tendo em conta que este exercício envolve avultados meios e é de maior envergadura, acreditamos que temos essa convergência de entendimento quanto à necessidade nesta região oeste africana e neste corredor do atlântico, manter e aumentar cada vez mais o nível de combate às ameaças transacionais, narcotráfico, terrorismo, e todas as formas de criminalidade que afetam Cabo Verde mas também outros países, não apenas os EUA”, defendeu.

Cabo Verde já tinha acolhido outros exercícios como Steadfast Jaguar em 2006, e o Saharan Express em 2012. Os anteriores exercícios do Epic Guardian foram realizados em Malawi, Camarões, Djibuti e Seychelles.

SAPO c/ Inforpress

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.