Segundo o estudo feito pela Academia Chinesa de Estudos do Ciberespaço, a economia digital da China atingiu 22,58 biliões de yuan (2,8 biliões de euros), em 2016, montante equivalente a 30,3% do PIB do país.

Só nos Estados Unidos da América o digital ocupa uma proporção maior no conjunto da economia, de acordo com os autores do relatório, citado pela imprensa local.

A economia digital registou nos últimos anos um ‘boom’ na China, com cada vez mais chineses a recorrerem unicamente a carteiras ‘online’ para chamar um táxi, pagar a conta no restaurante ou até as despesas na farmácia.

Só o comércio eletrónico chinês cresceu 26,2%, em 2016, em termos homólogos, para 752 mil milhões de dólares - um valor equivalente a quase quatro vezes o PIB português.

O número de internautas no país atingiu este ano 751 milhões - quase um quinto do total de utilizadores da Internet do mundo, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua. A China é o país mais populoso do planeta, com cerca de 1.375 milhões de habitantes.

Pequim tem, no entanto, aumentado a censura sobre o ciberespaço, através do "Grande Firewall da China", um mecanismo que censura ‘sites’ como o Facebook, Youtube e Google ou ferramentas como o Dropbox e o WeTransfer.

As versões eletrónicas de vários órgãos de comunicação estrangeiros também estão bloqueadas no país, enquanto comentários nas redes e espaços de discussão ‘online’ são sujeitos a controlo das autoridades.

Durante a quarta edição da Conferência Mundial sobre Internet, que decorreu até hoje na cidade de Wuzhen, costa leste da China, o país voltou a defender a noção de soberania do ciberespaço e a apelar por "ordem e segurança" na Internet.

"A China está contente por trabalhar com a comunidade internacional para definir regras internacionais mais equilibradas [para a Internet] e que melhor refletem os interesses de todas as partes", afirmou Wang Huning, estrategista-chave do regime chinês e membro do Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês (PCC), a cúpula do poder no país.

Os CEO da Apple e Google, Tim Cook e Sundar Pichai, respetivamente, participaram na conferência.