Uma equipa da Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS), liderada pelo seu presidente, Miguel Ângelo da Moura, esteve, nos últimos dias, em Santo Antão a discutir com as câmaras municipais a operacionalização da empresa intermunicipal de água desta ilha, no quadro das reformas em curso no setor de água, em Cabo Verde.

A visita, além da criação de Águas de Santo Antão, serviu ainda para se analisar os pontos de águas a serem licenciados e a socialização do manual de licenciamento no quadro desse processo, que deve ficar concluído já em 2019.

O Governo tem tudo acertado com as câmaras municipais de Santo Antão a criação dessa empresa intermunicipal de água que, segundo os autarcas, constitui “uma boa medida” para esta ilha, que terá impacto na diminuição dos custos de água.

Para os autarcas, este dossiê, iniciado pelo anterior governo, é já “um assunto aceite” pelo Executivo e pelos três municípios, uma vez que “pode trazer maior eficiência e eficácia” na gestão do setor de água, nesta ilha.

As ilhas com mais de um município estão sendo dotadas de empresas intermunicipais de água, num projeto semelhante ao que se verificou em Santiago (Águas de Santiago), inspirado da empresa Aguabrava (Fogo e Brava).

No caso de Santo Antão, a criação de Águas de Santo Antão constitui “um desejo” dos autarcas desta ilha, expresso num memorando de entendimento assinado com o Governo, já há alguns anos.

São Nicolau é outra ilha onde deverá ser criada, também, uma empresa intermunicipal para se encarregar da problemática de água.