O resultado do trimestre foi afetado pelos custos da separação do negócio de aviação comercial da companhia, que foi de 138,1 milhões de reais (30,1 milhões de euros).

No segundo trimestre, empresa brasileira havia registado um lucro de 26,1 milhões de reais (5,6 milhões de euros).

Nos nove primeiros meses de 2019, a Embraer acumulou um prejuízo de 449,1 milhões de reais (98,3 milhões de euros).

A fabricante de aeronaves brasileira relatou que entregou 17 aviões comerciais e 27 jatos executivos de julho a setembro, período em que contabilizou uma carteira de pedidos no valor de 16,2 mil milhões de dólares (14,7 mil milhões de euros).

No terceiro trimestre de 2019, a Embraer registou EBIT (sigla em inglês usada para referir o lucro antes de juros e impostos) de 80,4 milhões de reais (17,5 milhões de euros).

Dado o novo cronograma para a criação de uma parceria da Embraer com a norte-americana Boeing prevista para ocorrer no início do próximo ano, a fabricante de aeronaves brasileira atualizou as projeções para 2019 e 2020.

A companhia reafirmou que pretende entregar neste ano entre 85 e 95 jatos comerciais, 90 a 110 jatos executivos, duas aeronaves KC-390 e cinco aeronaves Super Tucano.

Segundo a Embraer, a receita deve manter-se entre 5,3 mil milhões de dólares (4,8 mil milhões de euros) e 5,7 mil milhões de dólares (5,1 mil milhões de euros) e a margem EBIT próxima de zero.

Para 2020, a Embraer reafirmou a expectativa de obter receita 2,5 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) a 2,8 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros).

A empresa informou também que deverá pagar um dividendo especial no valor de 1,3 mil milhões de dólares (1,1 mil milhões de euros) até 1,6 mil milhões de dólares (1,4 mil milhões de euros) em 2020.

Em fevereiro, os acionistas da Embraer aprovaram o acordo sobre a venda da divisão comercial da empresa para a Boeing.

O acordo estipula que a Boeing deverá pagar 4,2 mil milhões de euros (3,7 mil milhões de euros) para obter 80% da nova companhia e a Embraer ficará com os 20% restantes. A expectativa é que, até o fim deste ano, o negócio seja concluído.

A Embraer é fabricante e líder mundial de aeronaves comerciais com até 150 assentos e tem mais de 100 clientes em todo o mundo.

A empresa brasileira mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

Em Portugal, no Parque de Indústria Aeronáutica de Évora, funcionam duas fábricas da Embraer, sendo que a empresa também é acionista da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, com 65% do capital, em Alverca.

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