A informação foi avançada à Inforpress, por Melisa Alves da associação, que falava sobre o workshop de “Desenvolvimento da Rede Nacional de Conservação e Monitorização Participativa de Cetáceos em Cabo Verde”, a ser promovido pela Associação Cabo-verdiana de Ecoturismo, em parceria com a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) e a Direcção Nacional do Ambiente, nos dias 12 e 13 deste mês, na cidade da Praia.

Explicou que o objectivo é criar uma plataforma nacional de conservação e monitorização participativa de avistamentos e arrojamentos de cetáceos em Cabo Verde e o primeiro código de conduta de cetáceos para a observação turística, monitorização e pesquisa científica para que o país possa ter o maior número de pessoas no círculo de conservação de golfinhos e baleias.

Destinado aos estudantes universitários, Polícia Nacional, seguranças, guardas costeiras e profissionais que trabalham e estão ligados à área de observação, monitorização de cetáceos ou praias de mares, avançou que durante o evento serão elaboradas ideias e ‘imputs’ para a criação destes dois mecanismos que, no seu entender, vão contribuir para a divulgação e controlo desta espécie.

“É uma área que precisa ser muito explorada, sendo que são animais que existem em Cabo Verde em 24 espécies onde as informações são escassas, não temos dados nenhuns que nos permitam saber onde estão, épocas correctas, quantidades, número de arrojamentos e avistamentos”, revelou.

Por outro lado, propôs ainda a realização de campanha de sensibilização, educação e informação junto da população em geral, criar e divulgar a plataforma e o código de conduta para a observação turística, monitorização e pesquisa científica, para que as pessoas tenham conhecimento que existem cetáceos nos mares do país.

Segundo esta responsável, as águas de Cabo Verde são “importantes” para a reprodução e alimentação de 24 espécies de baleias e golfinhos, mas neste momento só há registos de dados sobre a população da baleia de bossa Megaptera, sendo que a prática de observação de cetáceos tem vindo a aumentar sobretudo na área científica, mas também a nível do turismo, sendo que é uma actividade rentável, mas ainda é feita sem grande fiscalização e regulamentação.

Previsto para 12 e 13 de Fevereiro, o evento conta com o financiamento do Fundo do Ambiente do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA).

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