Este anúncio foi feito à imprensa pela presidente da APIMUD, Naldi Veiga, momentos antes de uma sessão de degustação dos produtos confeccionados pelas mulheres que participaram na acção de formação no âmbito de projecto “Equipar para empoderar as mulheres com deficiência e famílias com baixa condições económicas”.

“Com isso, estamos a procurar melhorar a capacidade de oferta da lanchonete, que irá contribuir para garantir emprego para mulheres deficientes, visando a melhoria das suas condições de vida”, disse, ajuntando, por outro lado, que a maioria vive de pensão social.

Para iniciar, explicou, a lanchonete da APIMUD vai começar por oferecer produtos apenas de pastelaria para depois introduzir a panificação.

De acordo com a presidente da APIMUD, os ganhos conseguidos com os produtos vendidos na lanchonete irão servir para ajudar na sustentabilidade da associação, com o pagamento da renda e de outras necessidades.

A APIMUD, que tem uma subvenção da direcção-geral da Inclusão Social, no valor de 72 mil escudos mensais, para reforçar a sua capacidade e funcionamento, recebeu para este projecto um financiamento de 750 mil escudos.

O valor ofertado pela direcção-geral da Inclusão Social, acrescentou Naldi Veiga, tinha como propósito equipar uma cozinha semi-industrial e capacitar as associadas.

Em declarações à Inforpress, Elsy Fonseca e Ajamir Braga manifestaram a sua satisfação por ter em participado numa formação que os ajudará a abrir um pequeno negócio e poder, assim, ter o seu próprio rendimento , sem depender dos outros.

Conforme a directora geral da Inclusão Social, Mónica Furtado, a APIMUD, desde a sua constituição, tem apostado em empooderar as mulheres com deficiência, submetendo ao Ministério projectos de formação, integração e de oportunidade laboral.

“Isso é muito importante, porque, para além da vertente que facilita e aumenta as suas capacidades para inclusão laboral, permite também ter espaço de socialização de outras aprendizagens”, enfatizou.

O facto de o Ministério valorizar a auto-dependência da inclusão efectiva das pessoas no mercado laboral, a aposta nas pessoas com deficiência para que possam ser produtivas e ter o seu próprio rendimento é, para a responsável, “ muito importante”.

Neste âmbito, lembrou a formação feita no ano passado na vertente corte e costura, uma acção que na sua opinião tem ajudado muitas mulheres com deficiência a terem o seu próprio negócio.
A formação, financiada pelo Ministério da Promoção Social, tem como objectivo empoderar as mulheres, jovens e familiares de pessoas com deficiência a promoverem a sua inclusão social.

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