A economia moçambicana cresceu 3,7% em termos homólogos no segundo trimestre de 2016, apontando para um crescimento médio no semestre de 4,4%, revelou o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) na sua página na Internet.

Segundo o INE, a série com ajuste sazonal demonstra porém uma "estagnação da atividade económica" no segundo trimestre por comparação com o anterior.

Os dados do INE indicam que o comportamento da economia no segundo trimestre foi influenciado sobretudo pelo setor secundário, com um crescimento de 9,4%, destacando-se o ramo da construção, com uma variação de 13,6%.

Seguiu-se o setor terciário, com um crescimento de 4,8%, induzido pelos ramos de transportes, armazenagem, informação e comunicações, e depois o setor terciário, apresentando uma subida de 3,9%, impulsionada pela extração mineira (10,6%).

O ramo da agricultura, pecuária, caça, silvicultura e pesca foi, no entanto, aquele que teve mais peso no Produto Interno Bruto (PIB), representando 26,6%.

O valor do crescimento do PIB no primeiro semestre de 4,4%, apresentado pelo INE, é mais elevado do que os 4% indicados há uma semana pelo Governo.

Segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, que a 09 de agosto aprovou o relatório de balanço do Plano Económico e Social, o Governo mantém uma previsão de crescimento económico de 4,5% para 2016.

O valor da previsão de crescimento económico divulgado está em linha com o orçamento retificativo aprovado no parlamento a 25 de julho, quando o primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, anunciou uma revisão em baixa de 7% para 4,5%, e uma estimativa de inflação média anual de 16,7%.

A conjuntura económica que Moçambique atravessa, marcada pela descida do metical, das exportações, do investimento e da ajuda externa, e pela subida da inflação e da dívida pública, levou o Governo a rever as suas metas para 2016.

No final de julho, a Assembleia da República aprovou um orçamento retificativo, refletindo um forte abrandamento do crescimento da economia, face a uma média superior a 7% nas últimas duas décadas, e um ambiente de austeridade.

Lusa

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