O Banco Mundial considera que a economia moçambicana este ano "está bem", mas que o impacto da crise financeira mundial "é evidente", com projectos de desenvolvimento adiados devido à exiguidade de fluxos de capitais privados internacionais.

Devido à crise económica mundial Moçambique "assistiu à redução na capacidade produtiva em certos sectores de exportação, em consequência da diminuição da procura de determinados produtos nos mercados internacionais", considera o representante residente do Banco Mundial em Moçambique, Luiz Tavares.

Falando num seminário de dois dias, que começou hoje em Maputo, sobre a "política fiscal para o crescimento económico em África, no contexto da crise global", Luiz Tavares afirmou que, para o caso moçambicano, a actual crise financeira se repercutiu na redução de mão-de-obra em diversos sectores de actividade.

Mas, diz, os efeitos devastadores da crise mundial reflectem-se não só em Moçambique como também em diversos países africanos, "infligindo sofrimento em pessoas de todos os escalões da sociedade". Por isso o representante do Banco Mundial defende a "urgência de aprimorar os sistemas fiscais nos países em desenvolvimento como forma de torná-los instrumentos de receita face a possíveis reduções acentuadas na ajuda ao desenvolvimento e dos fluxos de investimento directo estrangeiro".

"Existe urgência em atacarmos esta questão de forma determinada, usando as melhores práticas de outras partes do mundo", sugeriu Luiz Tavares durante o seminário, realizado pelo Banco Mundial em parceira com o Governo de Moçambique.

Participam na reunião de alto nível, além de Moçambique, a África do Sul, Botsuana, Zâmbia, Tanzânia, Ruanda, Quénia, Mali, Burkina-Faso, Gana, Etiópia e funcionários seniores do Banco Mundial.

Oje

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