"O crescimento mantém-se sólido, a inflação voltou a níveis baixos e a dívida interna continua a recuar. A crise financeira global teve pouco impacto no sector financeiro e, apesar de um ligeiro recuo, as reservas internacionais continuam adequadas", sublinha o director-adjunto do FMI, Murilo Portugal, em nota divulgada terça-feira à noite em Washington.
Ao abrigo do Instrumento de Apoio a Políticas (PSI), aprovado em Julho de 2006 e prolongado por um ano em Junho passado, o conselho executivo do FMI presta aconselhamento ao Governo cabo-verdiano sobre o andamento da economia, tendo concluído a sua última revisão a 7 de Dezembro.
De acordo com o FMI, o défice fiscal deste ano deve-se às necessidades de investimento e despesas sociais.
O investimento público em infra-estruturas, adianta, não prejudica a estabilidade dos indicadores e deverá ter um impacto positivo ao nível do crescimento e competitividade do país, sendo suportado por financiamento concessional a longo prazo.
Para o FMI, actualmente Cabo Verde tem espaço para baixar gradualmente as taxas de juro e deve empenhar-se no desenvolvimento do mercado financeiro doméstico.
A implementação das recomendações para melhorar a supervisão e regulação do sector financeiro tem sido feita pelas autoridades com "progressos consideráveis" e as autoridades "devem continuar os seus esforços para aplicar em 2010 a nova lei bancária", afirma Murilo Portugal.
OJE/Lusa
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