O sector terciário representou em 2007 cerca de três quartos do produto interno bruto (PIB), revelam os resultados definitivos das contas nacionais de 2005, 2006 e 2007.

O comércio, transportes e telecomunicações, a administração pública, hotéis e restaurantes são as classes com maior peso no sector.

De acordo com os dados recolhidos e trabalhados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o sector terciário é também o que mais cresceu durante os três anos em referência, passando de 4,5% em 2005 para 11,6% em 2007. Situação contrária verificou-se nos outros dois sectores.

Quanto ao sector primário que engloba a agricultura, pescas e indústrias extractivas, houve um decréscimo na ordem dos 0,9%, passando de 2,1% em 2006 para 1,3% em 2007.

Já no sector secundário que integra a construção e indústria e energia, o rombo foi maior com uma diminuição de cerca de 9%, (13,8 em 2006 e 4% em 2007).

Quanto à economia nacional 2006 foi o "ano gordo" tendo a economia atingido um crescimento de 10,1%, um aumento de na ordem dos 3,6% (6,5% em 2005 e 10,1% em 2006).

A evolução foi considerada entretanto como sendo "atípica" pela directora das Contas Nacionais do INE, Silvina Santos, tendo em conta a tendência que a economia vinha tomando.

A realização dos exercícios da NATO em Cabo Verde, a entrada em funcionamento de algumas unidades no sector das telecomunicações e hotelaria foram apontadas pela responsável do INE como sendo a base desse "crescimento atípico".

Todavia em 2007 a economia iniciou o seu declínio, situando-se em 8,7%, e a tendência, na opinião de Silvina Santos, é para a manutenção dessa redução cada vez mais, tendo em conta a situação de crise que abafou o mundo em 2008.

OJE/Inforpress

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