O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil recuou 0,3% no primeiro trimestre de 2016 face ao último trimestre do ano passado, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os dados do IBGE mostram que a recessão brasileira agravou-se nos primeiros três meses deste ano, com o PIB a registar o quinto resultado negativo consecutivo.
Entre janeiro e março, o PIB brasileiro atingiu 1,47 biliões de reais (cerca de 366 mil milhões de euros).
A taxa de investimento no primeiro trimestre de 2016 foi de 16,9% do PIB, abaixo do observado no mesmo período do ano anterior (19,5%).
Segundo o IBGE, a produção industrial registou uma contração de 1,2% em relação aos três meses anteriores, o sector agropecuário recuou 0,3% e o setor de serviços perdeu 0,2%.
As exportações de bens e serviços brasileiros cresceram 6,5%, contra uma contração de 5,6% nas importações.
O PIB acumulado dos 12 meses até março caiu 4,7% em relação ao ano anterior.
Na comparação com igual período de 2015, o PIB brasileiro registou uma contração de 5,4% no primeiro trimestre deste ano, a oitava queda consecutiva.
Em termos de variação anual, a produção industrial baixou 7,3%, a construção recuou 6,2% e os serviços caíram 3,7%, com destaque para a contração de 10,7% do comércio.
O estudo do IBGE sublinha que pelo quinto trimestre seguido, todos os componentes da procura interna apresentaram resultados negativos.
"No primeiro trimestre de 2016, a despesa de consumo das famílias caiu 6,3%, resultado explicado pela deterioração dos indicadores de inflação, juros, crédito, emprego e renda ao longo do período", refere o documento.
A formação bruta de capital fixo caiu 17,5%, a oitava queda consecutiva. De acordo com o IBGE, este recuo é justificado principalmente pela queda das importações e da produção interna de bens de capital.
No setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 13%, enquanto as importações de bens e serviços caíram em 21,7%, ambas influenciadas pela desvalorização cambial de 37% e pelo desempenho da atividade económica registados no período.
Lusa
Comentários