A África pode estar ameaçada, apesar dos sinais de que a economia mundial possa estar a recuperar, uma vez que a economia da África do Sul, a maior do continente, regista uma contracção de três por cento no segundo trimestre.

As maiores economias africanas são as mais afectadas directamente pela crise mas até as mais pequenas estão a sentir os seus efeitos, disse Richard Mkandawire, economista da União Africana.

Inicialmente, pensou-se que África ficaria isolada dos problemas do mercado e da banca que assolaram os Estados Unidos e a Europa, uma situação que não se confirmou, uma vez que a queda da procura do Ocidente se traduz em menos vendas africanas.

Na África do Sul, a produção industrial caiu 17 por cento em Junho e a saída de ouro foi 12 por cento inferior comparando com o mesmo mês de 2008. O ex-banqueiro Maureen Dlamini, com muita experiência no mercado africano, considerou que a recessão global vai significar um recuo na luta contra a pobreza no continente.

Um relatório recente sobre as perspectivas de crescimento no continente africano apontava para um crescimento global de 2,9 por cento, contra os 5,7 por cento esperados antes da recessão.

O estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico e do Banco Africano para o Desenvolvimento concluía que a economia sul-africana iria crescer 1,1 por cento e que a angolana iria registar um retrocesso de 7,2 por cento.

 

SAPO CV/ Inforpress

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