De acordo com a organização, trata-se de uma sessão de trabalho preliminar cujo objectivo é de introduzir, compartilhar experiências, inovar e inspirar, e obter uma compreensão do estado actual dos processos e procedimentos dentro da Administração Tributária de Cabo Verde.
Por outro lado, pretende recolher subsídios para a construção de uma administração fiscal eficaz com novas soluções tecnológicas para os principais desafios.
“Estamos numa era de transformação digital a todos os níveis e a parte fiscal, tributária e aduaneira não é excepção”, disse a directora nacional de Receitas de Estado, Liza Vaz, indicando que a cobrança de impostos de forma sustentável e moderna só se faz olhando para as melhores práticas.
“Penso que neste momento está praticamente tudo feito e não vale a pena estarmos a inventar. Enquanto um país pequeno, mas com ambições bastante focadas em termos de modernização da administração pública temos a obrigação de olhar para fora e ver as melhores práticas e ajustar aquilo que faz sentido à nossa realidade”, sustentou a responsável.
No final do workshop espera-se que os participantes, entre eles contabilistas e informáticos e programadores, tenham adquirido conhecimentos e cheguem em entendimentos sobre as tendências globais e transformação digital nas administrações tributárias e no processo de mudança de estratégias de ‘compliance’ e governança.
Os mesmos devem também estar cientes dos motivos que levam as falhas e como evitar a estas armadilhas, e preparados para usar a tecnologias para uma maior eficiência e eficácia.
Para o secretário de Estado das Finanças, Gilberto Barros, que presidiu à cerimónia de abertura, esse encontro representa uma boa oportunidade para a administração cabo-verdiana apresentar um pouco a sua visão, ver onde está e para onde quer ir e como é que pode lá chegar.
Gilberto Barros lembrou ainda que o Governo tem traçado para a DNRE um duplo objectivo que passa por uma administração tributária mais eficiente e eficaz, e também mais amiga das empresas e dos cidadãos.
“Não é uma tarefa fácil conseguir esse equilíbrio entre alargar a nossa base tributária e mesmo assim tratar as empresas e os contribuintes da melhor forma possível, mas temos a flexibilidade suficiente para ultrapassar as divergências. A administração fiscal tem de ser uma administração que é eficiente no sentido de criar um clima de investimento ainda melhor”, sustentou.
O governante frisou que criando um clima de investimento melhor, o país está a criar as condições para mais crescimento económico, mais emprego e obviamente mais impostos. E para tal salientou que as ferramentas digitais e tecnológicas são “indispensáveis”.
“Como os desenvolvimentos tecnológicos influenciam as funções fiscais”, “metodologias de transformação digital”, “aplicação das novas tecnologias ao ecossistema de compliance”, “melhores práticas das iniciativas de formação digital “são alguns dos temas que compõem o programa de dois dias de encontro.
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