“Já tive a oportunidade de falar com alguns informáticos mostraram a forma como foi construído o dialogo, indicou João Chantre, referindo-se ao conteúdo do e-mail segundo o qual ele e Gil Évora estariam interessados em “desestabilizar” a gestão de Gilles Filliatreaut, contratado pela empresa canadiana Sterling Merchant para gerir a TACV, com vista à sua reestruturação e posterior privatização.

Em sede da Comissão Parlamentar de Inquérito, João Chantre, que desempenhou várias funções de direção ao nível da companhia aérea nacional, admitiu que conhece o conteúdo do e-mail, mas que nunca deu importância, “por não corresponder à verdade”.

“Estou tranquilo. Naquela altura, a Binter (companhia aérea das Canárias) não podia contar comigo, porque estava marginalizado dentro da empresa (TACV), declarou João Chantre que considera “descabido” o diálogo tornado público nas redes sociais entre ele e o antigo colega Gil Évora.

“Quem me conhece, sabe que, em missão do Estado, jamais aceitaria subornos de ninguém”, precisou o depoente que afirmou ter recebido convites da então ministra das Infra-estruturas, Sara Lopes, para o cargo de assessor, mas declinou.

Na sua perspectiva, vários conselhos de administração da TACV falharam porque não conheciam a indústria da aviação civil que, de acordo com as suas palavras, é “complexa, cara e luxuosa”, pelo que a sua gestão deve ser feita com muito cuidado.

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