A garantia foi dada pelo também ministro das Finanças, que respondia as perguntas dos deputados, na sessão plenária de dois dias, que se iniciou ontem na Assembleia Nacional, tendo assegurado que ainda no decorrer desta semana serão assinados os protocolos com essas instituições para que possam ter acesso à essa linha.

“O que está certo, neste momento, é uma linha de crédito de mil contos com bonificação de 80% e com uma garantia do Estado de 50%”, referiu o governante, acrescentando que o executivo está a trabalhar com as instituições de micro-finanças e criar as melhores condições para garantir o acesso ao financiamento a custos mais baixos, de formalizar também a economia.

Olavo Correia adiantou ainda que receberam da parte dessas instituições uma proposta de criação de um fundo de subvenção, que já está a ser trabalhada juntamente com os parceiros internacionais.

“Nós já avançamos, já há um acordo em relação ao aumento da linha de financiamento que existia até agora, que era de 100 mil contos e a nossa intensão é passar essa linha para 300 mil contos. Temos um limite máximo de um milhão de contos para as instituições de micro-finanças e vamos libertar a linha e tranche de 300 mil contos com uma garantia de 50% da parte do Estado de Cabo Verde e com uma bonificação de juros de até 80% do valor”, revelou.

O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças garantiu que já negociaram com os bancos, e a taxa para as instituições de micro-finanças poderá ser à volta de 2,5% com bonificação em 80%, permitindo que essas instituições possam repassar esse financiamento para os mutuários em melhores condições nessa fase mais difícil da pandemia.

Assegurou que essa linha esta disponível também aos operadores ligados à agricultura e criação de gado, mas também existe uma outra linha de financiamento para as micro, medias e pequenas empresas em relação ao sistema bancário de quase quatro milhões de contos.

“Estamos a trabalhar e pensamos que todos esses micros, pequenos e médios empresários devem aceder a essa linha de financiamento com o apoio do Governo e das entidades que intervém nesse processo”, sublinhou.

Olavo Correia acrescentou ainda que o Governo tem tido outras intervenções através do Ministério da Agricultura e Ambiente com o Programa de Promoção de Oportunidades Socioeconómicas Rurais (POSER).

Por outro lado, assegurou que mesmo em relação ao sistema bancário clássico, o executivo pode ir com uma garantia ate 100%, precisamente para os casos de pequenos, médios e micro-empresas com condições adicionais no quadro de financiamento, compromisso, formalização, incentivos a produção e criação de valor, certificação combate a venda ambulante e informal para a construção de um país com maiores condições securitárias do ponto de vista da saúde pública.

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