A informação consta de uma resolução do Conselho de Ministros, desta segunda-feira, autorizando o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, em nome do Governo cabo-verdiano, a assinar o contrato de fornecimento de bens e serviços desta segunda fase do projeto.

Este contrato é feito no valor de 92,5 milhões de yuans (11,8 milhões de euros), conforme previsto no acordo por trocas de notas de 20 de maio 2018, “no qual o Governo chinês concordou financiar e implementar o projeto” nesse valor, lê-se na resolução, a que a Lusa teve hoje acesso.

“Subjacente à concretização do projeto está uma importante relação de cooperação entre o Governo de Cabo Verde e o Governo da China”, acrescenta a resolução, que refere ainda que, ao abrigo do acordo celebrado, seriam indicadas à parte cabo-verdianas empresas chinesas em condições de serem contratadas.

A proposta da multinacional chinesa de telecomunicações Huawei foi a “financeiramente mais vantajosa”, lê-se ainda.

Este apoio resulta do acordo de cooperação económica e técnica, assinado entre os dois governos, em 31 de janeiro de 2018.

A primeira fase do projeto Cidade Segura funciona desde junho de 2018 na cidade da Praia, também com o apoio técnico e financeiro da China, com 300 câmaras de videovigilância operadas por agentes da Polícia Nacional.

A segunda fase do projeto prevê o alargamento da videovigilância à ilha de São Vicente, sobretudo a cidade do Mindelo, a segundo maior do país, à ilha do Sal, para as cidades de Santa Maria e Espargos, e para a ilha da Boa Vista, cidade de Sal Rei, além do reforço da cobertura na Praia.

Na segunda-feira, durante a cerimónia de lançamento da segunda fase do projeto, realizada na Praia, o diretor da AIECO - Agência Chinesa para a Cooperação Económica Internacional, do Ministério do Comércio da China, Li Xiaobing, sublinhou o nível das relações entre Cabo Verde e a China.

“É o primeiro projeto implementado pelo Governo chinês na África ocidental onde a China financia e a execução é feita pelo beneficiado, o que demonstra que Cabo Verde possui uma alta capacidade de planeamento, de organização e de execução”, destacou o responsável chinês.

Dados avançados pela Polícia Nacional em julho último indicam que o sistema de videovigilância instalado há mais de um ano na cidade da Praia, no âmbito deste projeto, previne entre 40 e 50 crimes por mês.

O sistema, suportado por 300 câmaras em vários pontos da cidade, funciona durante 24 horas e é operado por 32 agentes policiais, com turnos de seis horas cada.

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