A intenção foi manifestada hoje pelo presidente da Confederação Cabo-verdiana dos Sindicatos Livres, (CCSL), José Manuel Vaz, à margem do workshop nacional sobre “Normas Internacionais do Trabalho: Sua ratificação e implicação prática para os Estados membros”, destinado aos quadros dirigentes, delegados sindicais e presidentes dos sindicatos filiados.

Segundo avançou, a ideia é reforçar a capacidade desses profissionais sindicais sobre as normas internacionais da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sendo que não são utilizadas com frequência na promoção e defesa dos direitos e dos interesses dos trabalhadores nas diversas dimensões, sociais económicos e culturais do país.

“A CCSL pretende igualmente dotar os quadros e dirigentes com competências que lhes permitam fazer uma intervenção sindical ao mais alto nível e que abrange não só a esfera nacional, mas também a nível internacional”, sublinhou.

Para o secretário-geral, este workshop vai permitir aos representantes dos trabalhadores assumirem as suas responsabilidades no sentido de serem os verdadeiros promotores na defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores cabo-verdianos, tendo como base o conhecimento profundo das normas das convenções da OIT, evitando que haja cortes dos direitos e violações graves e reiteradas nas convenções da OIT.

“Pretendemos massificar os conhecimentos e a utilização dessa norma como instrumento importante nas transformações sociais pacíficas e de resiliência, na obtenção da paz, justiça social e na obtenção e alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, avançou.

Por outro lado, assegurou que pretendem chamar a atenção pelo respeito das leis ordinárias internas, da própria Constituição da República e pelo cumprimento integral das Normas e Convenções da OIT, tendo sublinhando que a CCSL vai continuar a batalhar para que as mudanças feitas em 2014 no Código Laboral sejam alteradas e repostos os direitos dos trabalhadores nacionais.

O encontro de hoje conta com a participação de sindicatos das ilhas de Santiago, São Vicente, Boa Vista, Sal e Fogo e numa segunda fase serão contemplados os dirigentes das ilhas de Santo Antão, São Nicolau, Maio e Brava.

O workshop conta com o financiamento da União Europeia.

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