A Enapor (Empresa nacional de administração de portos) é fundamental para o próprio país”, afirmou o prelado que não se mostrou indiferente ao “consumo exagerado” do álcool que segundo ele pode provocar acidente do trabalho.

Para o cardeal D. Arlindo, o consumo de bebidas alcoólicas pode fazer com que o trabalhador chegue atrasado ao seu posto e levar à perda do emprego.

Além de ser “mau exemplo social”, prossegue D. Arlindo, as famílias também podem sofrer  com este tipo de situações.

“Um filho que assiste um pai ou a uma mãe embriagada não se sentirá feliz”, alertou o responsável máximo da Igreja Católica na região de Sotavento.

Dirigindo-se a uma plateia constituída na sua maioria por pessoal de estiva, Arlindo Furtado defendeu que os interesses dos trabalhadores e da empresa, neste caso a Enapor, devem ser “bem articulados”

Por sus vez, Celso Martins, administrador-delegado do Porto da Praia, considerou o encontro de “extrema importância”, já que, segundo disse, permitiu “refrescar o código de ética e de conduta empresarial”.

“A empresa trata todos os trabalhadores da mesma forma, independentemente da hierarquia de cada um a nível da empresa”, indicou Celso Martins, acrescentando que tem que haver um “respeito mútuo”.

O conferencista Clemente Garcia entende que o tema “A ética na profissão e no trabalho”, é “muito importante”, já que alerta, muitas vezes, as pessoas que se preocupam mais com a vertente técnica em detrimento de outros valores que, também, são “necessários para instituições como as empresas”.

“Um funcionário não deve ser apenas tecnicamente bom. Ele deve ser também bom em termos éticos, porque isto contribui para melhorar a sua prestação na empresa”, indicou Clemente Garcia.