“Nós avançámos com vários cenários que implicariam um aumento de 2, 4 e 6 mil milhões de dólares de recapitalização, mas o consenso crescente aponta para um aumento de capital na ordem dos 150%, que é o cenário intermédio”, disse Simon Mizrah em declarações à Lusa à margem dos Encontros Anuais do BAD, que terminaram na sexta-feira em Malabo.

“Um aumento geral de capital na ordem dos 150% quer dizer que em 2031 ou 2032 estaríamos em condições de emprestar por ano um pouco menos de 10 mil milhões de dólares, o que representa um aumento significativo face aos cerca de 7 mil milhões que emprestamos anualmente”, acrescentou o responsável.

“Aqui em Malabo tivemos conversas com os accionistas, somos um grande banco de investimento e, enquanto tal, ficamos sem capital, por isso o objectivo era começar a discussão sobre como recapitalizar o banco e fazer as reformas que são necessárias para o tornar mais forte e eficaz”, acrescentou o responsável pelos resultados financeiros do banco.

A decisão, acrescentou, “deverá estar concluída antes do final do ano para o aumento de capital ser feito em 2020 e entrar em efeito nesse ano”, disse, apontando que para isso será feita uma reunião extraordinária dos accionistas do BAD, em Abidjan, em outubro, para terminar o processo.

O aumento do capital era um dos principais temas em discussão interna nestes Encontros Anuais, cujo tema genérico foi a integração regional.

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