De acordo com uma informação da Direção Nacional da Indústria, Comércio e Energia (DNICE), as vistorias aos produtores de grogue nas várias ilhas do país arrancaram em 09 de janeiro e prolongam-se até maio, tendo como objetivo “avaliar a evolução, as alterações e melhorias” adotadas desde 2018.

A época de produção do grogue decorre de 01 de janeiro a 31 de maio, tendo as autoridades iniciado em 2019 a selagem dos alambiques em todas as unidades do país, para atestar a origem e qualidade da bebida.

“As vistorias são para aconselhamento de medidas de melhoria e de reversão das situações de não conformidades, medidas que, caso não forem cumpridas, poderão levar ao encerramento das instalações, cessando automaticamente a produção do ano de 2020”, advertiu a DNICE.

No mesmo comunicado, aquele organismo apela ainda à “compreensão e colaboração” dos produtores, “facilitando o acesso às instalações e prestando todas as informações solicitadas em prol da melhoria da qualidade do grogue e da defesa da saúde pública”.

Bebida alcoólica tradicional do país, o grogue, ainda produzido em vários casos de forma artesanal, enfrenta problemas de contrafação.

Em setembro, a Inspeção-Geral das Atividade Económicas (IGAE) revelou que no cumprimento da lei que regula a produção do grogue de cana-de-açúcar foram fiscalizadas em dois meses 262 fábricas, selados 336 alambiques com 1.720.718 litros daquela bebida, caracterizada pelo seu alto teor alcoólico.

Ainda segundo a mesma informação da IGAE, no âmbito do combate à utilização do açúcar e da recalda para a falsificação do grogue, foram apreendidos e destruídos 536.844.000 litros de solução de açúcar e recalda, suficiente para produzir cerca de 107.000 litros de grogue falsificado.

Em consequências dessas operações foram aplicadas cerca de duas dezenas de processos de contraordenação, que resultaram em cerca de 2,5 milhões de escudos (22,6 mil euros) em coimas.

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