"É um valor expressivo, 1,5 bilhões de euros (1,5 mil milhões de euros) concretizados de financiamentos para a economia cabo-verdiana nos domínios da saúde, turismo, transportes marítimos e aéreos, telecomunicações e formação profissional e investimento da nossa diáspora", avançou o também vice-primeiro-ministro, em declarações à Rádio de Cabo Verde (RCV), no final do Cabo Verde Investment Fórum (CVIF), que decorreu nos últimos três dias na ilha do Sal.

O objetivo do Governo cabo-verdiano era mobilizar 500 milhões de euros para investimentos privados no país.

"Penso que o mais importante deste fórum é que há uma grande confiança na economia cabo-verdiana", salientou Olavo Correia, indicando que foram assinados contratos com investidores de vários países e que todas as ilhas do país serão contempladas com os investimentos.

"Cabo Verde não é nem pobre nem pequeno, Cabo Verde é um grande país, com uma grande ambição, há muita gente que acredita no nosso país e nós temos que criar as condições para concretizar projetos que são estruturantes para a nossa economia. Não podemos é continuar a fazer mais do mesmo", desafiou.

O ministro das Finanças disse que os três dias de trabalho foram "interessantes", com um "resultado extraordinário" e que agora será seguido para que os acordos, protocolos e memorandos de entendimentos assinados possam ser concretizados.

Durante o fórum, que envolveu mais de 400 participantes e teve mais de 100 encontros, o ministro disse que os organizadores passaram uma "mensagem positiva" de Cabo Verde e do seu futuro.

"Nós confiamos em Cabo Verde e temos que fazer que outros confiam em Cabo Verde, para mudarmos a vida dos jovens, criando oportunidades para a juventude cabo-verdiana", disse.

O ministro destacou a assinatura de um projeto para a construção de um hospital de raiz no país, com o objetivo de acabar com o transporte de doentes para outros países e para que os quadros e médicos da diáspora possam prestar serviço no arquipélago.

O pacote total de investimentos privados inclui ainda o compacto lusófono específico, que Cabo Verde assinou durante o fórum com Portugal e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), no valor de 470 milhões de dólares.

Em dezembro, o Governo cabo-verdiano organizou evento semelhantes, mas de doadores em Paris, França, tendo assinado acordos e protocolos no valor de 850 milhões de euros junto dos parceiros internacionais, para financiar o Plano de Desenvolvimento Sustentável (PEDS).

O evento do Sal contou com a presença de várias delegações, entre elas uma missão empresarial portuguesa, liderada pela secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.

Além das conferências, o fórum teve uma vasto programa cultural, com música, performances de carnaval, batucadeiras e exposições de artesanato.

Olavo Correia garantiu que o no próximo ano o país vai organizar um segundo fórum, que espera venha a ser "muito melhor".

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