O autarca falava à margem do início das obras da unidade piloto e de menor envergadura que será instalada na localidade de Furna, acrescentando que espera dentro de três meses iniciarem-se os testes e lá para meados do próximo ano ter este projecto concluído e a população da Furna com “mais e melhor água”.

“O início destas obras, é o primeiro passo e um sinal claro que em termos de abastecimento de água a solução tem de passar pela dessalinização”, salientou Francisco Tavares.

Já, sobre o projecto de maior envergadura, que está previsto para a zona de Fajã d´Água, em Esparadinha, Francisco Tavares diz-se estar esperançoso, visto que, já há uma entidade parceira com disponibilidade para financiar e também os estudos já estão muito avançados.

Comentou ainda, que no mês passado, o administrador delegado da Águabrava informou-lhe que se deslocaria à Praia para uma reunião entre os parceiros e o Ministério da Agricultura e Ambiente, para se avançar mais alguns passos, no sentido de se iniciarem as obras.

“O certo é que a Brava necessita urgentemente de uma resposta a este nível, porque este projecto da Furna não resolve o problema da ilha, que está com um abastecimento deficitário da água”, reforçou o edil.

Segundo o mesmo, a água disponível na nascente de Encontro, agora não chega para 50 por cento (%) das necessidades da população. Daí, voltou a reforçar que é necessário passar dos projectos e dos estudos para a realidade.

“Já se falou muito e infelizmente está-se a avançar devagar”, disse o edil, acrescentando que está “muito esperançoso”, que ainda antes do final do mandato da câmara municipal, em Setembro 2020, as obras já se tenham iniciado e a bom ritmo.

O edil bravense adiantou ainda, que pelos estudos iniciais e as informações que possui, para a unidade em Esparadinha, somente as obras podem levar entre 12 e 18 meses e enquanto isso, a Brava fica nesta “penúria” de água com impactos negativos no seu desenvolvimento.

O projecto-piloto na Furna, conforme informou, envolve entidades estrangeiras, principalmente o governo francês, a empresa Águabrava, a câmara municipal, ambas lutando para a construção e instalação de uma unidade de dessalinização de água para consumo humano que irá abastecer o povoado de Furna.

Este projecto, avançou, possui uma componente de energias renováveis, que permite a produção de 20 toneladas recorrendo a esta tecnologia e uma capacidade máxima de 60 toneladas dias.

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