O Brasil é um dos "pesos pesados" da nova economia mundial que hoje emerge da crise internacional, a Espanha representa a "estrela" das relações político-económicas com Portugal e a Venezuela é a "nova porta" de entrada para empresários portugueses.

A economia brasileira está a ser capaz de desafiar a crise, captar investimento e, simultaneamente, ser "um peso pesado" no palco da política e da economia internacional.

"Este é o momento para o Brasil e Portugal", lembrou José Sócrates após a audiência com o Presidente Lula da Silva, no Palácio do Planalto, em Brasília, em Agosto passado, em que deu nota das "boas vantagens que Portugal pode dar para a internacionalização brasileira" e alertou para o benefício das parcerias empresariais.

Já a Espanha, tida como a décima economia do mundo em 2008 pelo Banco Mundial, pela sua proximidade geográfica com Portugal, tem hoje uma relação de convergência política, mas também geo-económica.

Em 2005, quando José Sócrates apontou "Espanha, Espanha, Espanha", o governante deu as coordenadas para os empresários portugueses avançarem para este país.

O número de empresas portuguesas que exportam para Espanha é superior a 5.345, enquanto as que importam rondam as 15.726, segundo o INE - Instituto Nacional de Estatística.

A Espanha é o primeiro cliente e fornecedor de Portugal, com uma quota superior a um quarto do comércio bilateral.

Com o Brasil, o saldo comercial é tradicionalmente deficitário para Portugal, mas melhorou em 2008, embora tenha caído 7,2% devido ao aumento conjugado das exportações, sobretudo de máquinas e equipamentos, e da redução das importações de combustíveis minerais.

Já a Venezuela, país em que um terço da criação da riqueza depende do petróleo, o Governo bolivariano decidiu apostar na economia não petrolífera, abrindo também as portas a Portugal.

As relações políticas sempre foram boas, solidificadas pela comunidade estimada em 400 mil emigrantes portugueses.

Mas a criação de uma comissão mista para acompanhar a evolução das trocas comerciais entre os dois países e identificar necessidades de importação por parte do Estado venezuelano aproximou ainda mais os dois países.

A base do acordo é pagar 10 mil barris de petróleo por dia à Venezuela com exportações de produtos de Portugal (acordo que passa pela Galp e a petrolífera venezuelana PDVSA) em parceria com a CGD.

O comércio bilateral entre os dois países tem tido pouco significado, com as vendas de Portugal a passarem de 9,5 milhões de euros em 2004 para 51,1 milhões de euros em 2008, segundo o INE.

Mas, se o comércio com a Venezuela é pouco expressivo e o investimento é praticamente nulo, com o Brasil e Espanha é diferente: A Portugal Telecom tem a Vivo no Brasil, onde também se encontra a Cimpor, e a Galp Energia e o Grupo BES estão nos dois países.

Por seu turno, Cuba aposta nas receitas do turismo, tendo sido visitada por 25 mil portugueses em 2008, enquanto a República Dominicana também aposta neste sector, tendo "acolhido" para férias alguns milhares de portugueses no ano passado.

OJE/Lusa

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