Em comunicado de imprensa, a ARE justifica que na Praia, apesar da redução do custo por quilómetro, a diminuição mais acentuada do número de passageiros pagantes transportados por quilómetro ditou a subida da tarifa para 42 escudos.

Entretanto, na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente, a estabilidade do custo e do número de passageiros pagantes transportados, por quilómetro, ditaram a manutenção da tarifa em 40 escudos que vai vigorar durante o período de um ano.

Em relação aos passes de circulação a reguladora não indicou nada a respeito.

Segundo a ARE, as novas tarifas estão em conformidade com o disposto no artigo 11º do Decreto-Lei n.º 27/2003, de 25 de agosto, que aprova os Estatutos da ARE, e no Despacho n.º 02/2011, de 09 de fevereiro, que estabelece a metodologia de cálculo, revisão e ajuste tarifário para o serviço dos Transportes Coletivos Urbanos de Passageiros (TCUP).

“A tarifa dos TCUP é revista anualmente através da determinação do custo por quilómetro. Este corresponde à divisão dos custos variáveis e fixos da empresa pela produção quilométrica total (quilometragem percorrida no período da última atualização tarifária)”, esclarece.

A agência acrescenta ainda que os custos variáveis oscilam de acordo com a quilometragem percorrida e englobam os preços dos combustíveis, lubrificantes, rodagem, peças e acessórios, enquanto os custos fixos (não dependentes da quilometragem percorrida) abrangem os custos de capital e as despesas administrativas e com o pessoal.

A ARE avança, também, que na determinação da tarifa são ainda utilizados outros dados operacionais, como a demanda equivalente (passageiros transportados que efetivamente pagam bilhetes ou têm passes), frota total (soma da frota operante e frota de reserva), classificação dos veículos (micro, leve e pesado) e percurso médio mensal (quilometragem percorrida por cada veículo da frota durante um mês).

DR/CP