O crédito à economia deverá crescer em torno de 3% no ano de 2016 e em 2017, impulsionado pelo aumento dos empréstimos às empresas privadas e aos particulares, segundo o relatório do Banco de Cabo Verde (BCV).
De acordo com o Relatório de Política Monetária divulgado quinta-feira, pelo BCV, não obstante a necessidade de contínuo saneamento do balanço dos bancos comerciais e a inexistência de mecanismos eficazes de partilha de riscos, a melhoria da confiança dos agentes económicos e o cofinanciamento de empreendimentos turísticos de promotores estrangeiros deverão favorecer a redução, gradual, das restrições ao financiamento (bancário) à economia.
O BCV informa que aliada à evolução esperada do crédito à economia, o aumento do crédito ao sector público administrativo deverá reforçar o contributo do crédito interno líquido para a expansão monetária.
O banco central perspectiva também um aumento do défice comercial para 2017, em função da dinâmica esperada das importações, num contexto de algum crescimento da inflação importada.
O documento, entretanto, ressalta que o défice corrente deverá, em consequência, agravar-se para 5,9 por cento do PIB e que a balança de pagamentos deverá manter-se, contudo, superavitária em 2016 e 2017.
Explica também que os influxos esperados de investimento directo estrangeiro, de dívida pública e os resultantes de alguma desmobilização de ativos externos pelos bancos comerciais deverão compensar as necessidades de financiamento da economia e possibilitar o aumento de reservas internacionais líquidas em 19,7 e 14,8 milhões de euros, respectivamente, em 2016 e 2017.
Estas reservas segundo o relatório, deverão continuar a garantir, no horizonte da projeção, cerca de seis meses de importação de bens e serviços.
Relativamente aos desenvolvimentos previstos nas contas externas, o documento diz que os ativos externos líquidos do país deverão crescer 0,7 e 0,4 por cento em 2016 e 2017, respetivamente.
SAPO c/Inforpress
Comentários