A concretizar-se, esta projeção de crescimento económico de 5% em 2020 é o valor mais baixo desde os 3,7% de crescimento em 2017. Segundo o banco central, a economia cabo-verdiana cresceu 5,1% em 2018 e a previsão mais atual aponta para 5,2% em 2019.

O Governo continua a admitir que é possível um crescimento económico de 7% ao ano até ao final da atual legislatura, que termina em meados de 2021.

De acordo com o Relatório de Política Monetária e as Projeções Macroeconómicas para Cabo Verde 2019-2020, o PIB cabo-verdiano cresceu, em volume, 5,7% no primeiro semestre, impulsionado, do lado da procura, pelas exportações líquidas e pelas despesas de consumo final, enquanto a inflação média anual fixou-se nos 1,2%, até agosto.

“Em termos de perspetivas, as atuais projeções do Banco de Cabo Verde apontam para a manutenção do ritmo de crescimento económico em torno de cinco por cento em 2019 e 2020 e para o aumento dos preços no consumidor, em termos médios anuais, em 1,2% para 2019 e 1,3% em 2020″, refere o relatório do banco central.

O documento acrescenta que “antecipando pressões contidas nos preços no consumidor e na balança de pagamentos”, bem como “uma dinâmica sustentada da procura agregada”, o Banco de Cabo Verde “deverá manter, nos próximos meses, a atual orientação da política monetária”.

“Mantendo-se, contudo, atento a riscos que possam ameaçar a estabilidade das reservas internacionais líquidas do país”, lê-se também no relatório.

Segundo o Banco de Cabo Verde, a balança corrente do país registou um excedente de 0,5% do PIB no primeiro semestre, que compara com o défice de 1,8% do primeiro semestre de 2018.

Além disso, o aumento das reservas oficiais do país “determinou a expansão da oferta monetária nos primeiros oito meses do ano”, numa “conjuntura de crescimento comedido do ‘stock’ crédito ao setor privado e de alguma redução da taxa média de juros aplicada nas operações de empréstimos”.

O Banco de Cabo Verde estima que o nível das reservas internacionais do país garanta a cobertura de 5,9 meses de importações de bens e serviços em 2019, prevendo uma descida para 5,7 meses em 2020

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