De acordo com o relatório do estado da economia de Cabo Verde em 2019 publicado pelo banco central, a economia nacional teve um desempenho positivo em 2019, favorecido pelo contexto externo de melhoria dos mercados de trabalho e redução da inflação dos principais parceiros do país, assim como, a nível interno, pela implementação de medidas macroeconómicas acomodatícias e pelo contínuo fortalecimento da confiança dos agentes económicos.

“De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, o crescimento do PIB acelerou de 4,5 para 5,7 por cento, estimulado, em larga medida, pela procura externa, a taxa de desemprego reduziu de 12,2 para 11,3 por cento da população activa e a inflação média anual baixou de 1,3 para 1,1 por cento, pese embora o aumento das pressões inflaccionistas internas”, refere o relatório.

O documento adianta ainda que o crédito ao sector privado cresceu 3,9 por cento (dois pontos percentuais acima do crescimento de 2018), numa conjuntura de melhoria da qualidade dos activos dos bancos.

A mesma fonte avança ainda que a balança corrente registou, pela primeira vez na história recente do país, um excedente de 0,3 por cento do PIB e que as reservas oficiais passaram a garantir, em consequência, 6,9 meses de importações de bens e serviços.

“O défice e a dívida do Estado baixaram, respectivamente, 0,8 e 1,1 pontos percentuais, fixando-se em 1,8 e 124,7 por cento do PIB em finais de 2019, de acordo com o Ministério das Finanças, num contexto de aumento das despesas correntes na ordem dos 4.756 milhões de escudos (2,4 pontos percentuais do PIB)”, refere o documento enviado à Inforpress.

De acordo com o BCV, o ano de 2019 ficou, igualmente, marcado, em termos económicos, pela assinatura entre o Estado de Cabo Verde e o Fundo Monetário Internacional (FMI) do programa Policy Coordination Instrument.

Instrumento esse que visa o reforço dos equilíbrios macroeconómicos internos e externos e avalizar e fortalecer as reformas macro-financeiras estruturais, tão necessárias à redução das vulnerabilidades e aumento da resiliência da economia nacional.

Entretanto, o BCV chamou a atenção para a necessidade de implementação adequada de políticas de estabilização macroeconómica, de promoção da eficiência dos mercados e de reforço da governança e capacidade das instituições, bem como com o apropriado investimento no desenvolvimento social do país.

MJB/ZS

Inforpress/fim

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