A bancada municipal do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) na Praia vai solicitar informações sobre o complexo hoteleiro de 85 milhões de euros na praia da Gamboa, anunciado pela autarquia, “porque o projeto não passou pelo crivo da Assembleia Municipal.

Quem o diz é o líder da bancada municipal do PAICV (oposição) após visitar esta terça-feira, 5, as obras do casino resort, que é outro projeto que está a ser erguido na Gamboa com extensões ao ilhéu de Santa Maria.

Segundo Vladimir Silves Ferreira, o projeto de 85 milhões de euros não passou pelo crivo da Assembleia Municipal e o seu partido só soube da obra pela comunicação social.

“Nós vamos solicitar informações, depois vamos procurar conhecer o projecto, conhecer quem é o empreendedor, porque na notícia que saiu na comunicação social nem sequer há identificação dos empreendedores e de quem são os promotores. Nós não podemos concluir à partida que é uma obra má ou que é boa sem ter todos os detalhes”, explicou o político.

Vladimir Silves Ferreira voltou a frisar que pelas informações que têm e pelo que conhecem do plano detalhado daquela região, o empreendimento recentemente anunciado não estava contemplado no referido plano.

Mas o político reconhece que nem sempre a sua bancada é satisfeita quando pede informações deste género, pelo que, frisou, além das solicitações do PAICV, enquanto oposição, este é um questionamento que deve ser feito para além dos partidos políticos.

“Um empreendimento pode ser bom se for bem articulado, mas parece-nos que há um conjunto de licenciamentos avulsos que não se articulam entre si e que encaminham a cidade por uma ocupação que não é melhor para aquilo que deveria ser”, criticou o líder da bancada do PAICV na AM da Praia, para quem “uma das formas de exigir informações é exactamente alertar a opinião pública”.

Instado se pretende tomar a mesma posição do Partido Popular sobre as obras na Praça do Palmarejo que também não passou pelo crivo da Assembleia Municipal, Vladimir Silves Ferreira defendeu que o PAICV é um partido “do arco do poder, responsável” e que “não judicializa as questões políticas a qualquer preço” e que “actua dentro do quadro legal e instituciona”.

No entanto, realçou que há varias actividades na Cidade da Praia que os eleitos municipais do PAICV não têm conhecimento.

Mas acrescentou que a Câmara Municipal da Praia “é apenas uma peça de um quadro maior que engloba o Governo e outras instituições de intransparência total, não apenas a nível dos TACV, mas também a nível dos empreendimentos públicos e das contratualizações”.

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