“No cenário base, que aponta para um abrandamento da pandemia em julho, o PIB deve contrair-se 6,1%, mas pode chegar aos 8,2% se a pandemia persistir até dezembro, lê-se no suplemento às Perspetivas Económicas Regionais, o relatório anual do BAD sobre as economias africanas.

Na atualização feita às previsões de janeiro, os economistas do BAD argumentam que “o arquipélago é altamente dependente do cacau e do turismo, setores que foram fortemente afetados pela pandemia”.

As perturbações na atividade económica e no comércio “vão também pressionar os preços dos produtos importados, incluindo comida, o que potenciar um forte aumento na inflação, de 8,4% em 2019 para 13% e 2020 no cenário mais pessimista”.

No relatório, os economistas do BAD lembram que o arquipélago está na 192ª posição entre 195 países analisados pelo Índice Global de Segurança Sanitária e alertam que São Tomé e Príncípe tem um “sistema de saúde fraco, com recursos e capacidade limitados, estando por isso entre os mais mal preparados para lidar com a pandemia”.

África passou na quarta-feira o meio milhão de casos de covid-19 e o número de mortos subiu para 11.955, mais 333 nas últimas 24 horas, segundo os dados mais recentes sobre a pandemia no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número de infetados subiu para 508.086, mais 16.336 nas últimas 24 horas, enquanto o número de recuperados era, na quarta-feira, de 245.068, mais 8.702.

São Tomé e Príncipe contabiliza 724 casos e 13 mortos O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito em 14 de fevereiro e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 545 mil mortos e infetou mais de 11,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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