O país asiático deverá crescer 9,4% em 2010 e aproximar-se rapidamente de Espanha e Canadá.

No ‘top 10' das maiores economias, a emergência da China para o segundo lugar, pode não ser a única novidade em 2010. A crise da dívida soberana está a debilitar as economias do Velho Continente - que neste momento ocupam metade dos dez lugares do ‘ranking' - e a permitir a aproximação rápida dos países emergentes, em particular o grupo dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e Canadá).

A começar pela Índia, que de acordo com o FMI tem uma previsão de crescimento de 9,4% para 2010, podendo assim subir um lugar e entrar para o ‘top ten'. A contracção espanhola de 0,4%, estimada para este ano pelo FMI, deixa a Espanha (9ª) não só vulnerável ao Canadá, como também à Índia.

Com mais dificuldade, uma vez que depende do preço do petróleo, a Rússia (12ª lugar) também continua na corrida a um lugar no ‘top 10', com o produto a crescer 4,3% este ano. Já o Brasil, na oitava posição, deve aproximar-se de Itália se se confirmar um crescimento económico superior a 7% em 2010.

Os analistas prevêem que a ultrapassagem da China ao Japão irá alterar o equilíbrio de poder e a ordem económica mundial, com os países mais ricos do mundo a intensificarem ainda mais a "competição económica" uns entre os outros. "É importante assegurar que essa competição não contamine de forma negativa os planos político, diplomático e militar", disse o analista Marco Vicenzino ao Diário Económico.

Ainda que os países emergentes entrem em força para o ‘ranking' da quantidade do PIB, continuam bastante para trás no campeonato da riqueza média dos seus cidadãos. Segundo o FMI, o PIB ‘per capita' chinês, em termos de paridade do poder de compra, não vai além dos 6.567 dólares por ano, em 2009, por comparação com os valores dos Estados Unidos (46.381 dólares) e do Japão (32.608 dólares). A par de países como a Namíbia, Ucrânia e Angola, a China surge assim em 99º na lista de países em função do PIB ‘per capita' do FMI. "A China ainda é um país em desenvolvimento e nós temos de ser inteligentes o suficiente para reconhecê-lo", disse o vice-presidente do Banco Central chinês, Yi Gang, na mesma entrevista.

Fonte:DE

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