Este evento foi considerado pelo médico do Comité Olímpico Cabo-verdiano (COC) de uma “excelente iniciativa”, pelo facto de que os veteranos constituírem uma população “relativamente diferente” da alta competição.

Dividindo o desporto em três faixas, Humberto Évora relembrou que estas são “diferentes”, tendo em conta que existe a fase jovem de desenvolvimento, a de adulto com a competição de “alta intensidade” e a de veteranos, que fizeram “muita actividade e querem continuar e bem”.

“Mas, ali há uma linha de risco, porque muitas vezes um indivíduo que tenha 45-50 anos não tem a mesma capacidade física ou muscular de um indivíduo que tem 20 e a participação em competições obriga a um esforço para que tenha resultados desportivos”, alertou este, que é também médico da Associação dos Comités Olímpicos Nacionais Africanos – ACNOA, que durante a apresentação optou por focar em aspectos relacionados com cardiovascular e o aparelho locomotor.

Este tema que, segundo a mesma fonte, é abordado pela primeira vez em Cabo Verde a nível de veteranos, mas que conseguiu a atenção massiva, perto de uma centena de atletas, dirigentes, treinadores e outros, a quem Humberto Évora espera chamar atenção para os problemas médicos em termos teóricos e apostando no método FIFA 11 de “prevenção e tratamento das lesões desportivas”.

FIFA 11 é um sistema de aquecimento e de treinos, que, conforme o especialista em medicina desportiva, serve tanto para os veteranos, como para os mais jovens, agora “muito usado” na Europa e que começa a ser utilizado em África

“Cabo Verde tem um sistema desportivo com algumas lacunas, mas tem bons atletas e pode fornecer bons desportistas. Por isso , achamos que tem condições para implementar também esta metodologia de treino”, assegurou.

O workshop, iniciado no fim da tarde desta terça-feira, dividiu-se entre uma parte teórica, realizada no Clube da Shell e outra prática, no campo relvado “Cau Djere” , anexo ao clube.

“Nós optamos por realizar este workshop justamente para ver se começamos a dar os primeiros passos para ajudar a nossa sociedade, que tanto necessita em termos de medicina desportiva e prática do desporto”, advogou o presidente do Canal Futebol Clube, Abraão Monteiro, que considera ser uma forma de “prolongar a vida dos seus atletas”, muitos deles já veteranos.

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