Conforme disse à Inforpress o presidente do Grémio Desportivo Amarante, Carlos Nuno Leite, um dos promotores, e que partilha a iniciativa juntamente com o Mindelense, a decisão foi tomada após os clubes terem tomado consciência que faltava um fórum para discussão dos problemas comuns.

Chegou-se à conclusão, segundo a mesma fonte, que seria preciso mobilizarem para atribuir à “verdadeira importância” dos clubes na sociedade.

“Porque não é só jogar futebol aos fins-de semana, mas sim os valores que introduzem na sociedade como formação dos jovens, disciplina, rigor, desvio de caminhos menos próprios. Portanto, os clubes têm uma importância extraordinária, que até agora nem eles se dão e as estruturas também não”, considerou Nuno Leite.

A solução encontrada, ajuntou, foi união através da “Plataforma para a Valorização dos Clubes – São Vicente", a ser apresentada no final da tarde de hoje, no Mindelo. que reúne o consenso das 16 agremiações federadas da ilha.

“É um conceito completamente diferente das tentativas anteriores de representação dos clubes e que é baseado em princípios e valores e que todos que aderirem à plataforma têm que respeitar, valores como ética, respeito, confiança e transparência no relacionamento”, explicou o promotor, que espera assim a mesma envolvência de todos.

Só assim, assegurou, conseguirão encontrar as respostas para os problemas comuns e ter o respeito que merecem no panorama desportivo, não só no tocante ao futebol, mas também a outras modalidades defendidas pelos mesmos.

Nuno Almeida garantiu já terem feito o trabalho de casa com a criação das directivas da plataforma, apresentada nesta sexta-feira na sede do Canal Futebol Clube e de seguida assinada, simbolicamente, pelos diversos clubes certificando a sua adesão à iniciativa.

Na próxima semana, dia 18, conforme a mesma fonte, acontece uma segunda plenária para eleição dos órgãos, um grupo coordenador, que gerirá a plataforma, e ainda três grupos de trabalho, sendo dois formados por cinco clubes e um formado por seis, com rotatividade anual.

O presidente do Amarante defende que a ideia só terá pernas para andar, se todas as equipas estiverem alinhadas no mesmo diapasão, já que as “regras do jogo” devem ser respeitadas por todos para ter efeito.

“É uma iniciativa arriscada, mas se todos alinharem, poderá ter sucesso”, reiterou Nuno Almeida, adiantando que após organizarem e sistematizar as conclusões pretendem sair no terreno para contactar as entidades desportivas e outras públicas com responsabilidades nessa matéria e ainda a classe empresarial.

LN/CP

Inforpress/Fim

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