O também ministro das Finanças, Olavo Correia, que presidia à sessão solene no âmbito da comemoração dos 15 anos da criação do município de São Salvador do Mundo (Santiago), separada em 2005 como uma freguesia do concelho de Santa Catarina, disse acreditar que as obras vão arrancar ainda este ano.
“(…) São Salvador do Mundo, assim como os demais municípios, merece um campo relvado. Sei que estamos perante dificuldades, mas aquilo que posso garantir é que estamos abertos para montar uma engenharia financeira em parceria com a câmara municipal para que também este município possa ter um campo relvado (situado em Achada Leitão)”, comprometeu-se.
Nesse sentido, manifestou a abertura do Governo para, junto com a autarquia, trabalhar numa forma de viabilizar a construção dessa infra-estrutura desportiva, que considerou de “importante” para os jovens desse município do interior de Santiago, para que este possa ter as mesmas oportunidades que os dos demais municípios de Cabo Verde.
Se tal acontecer, Olavo Correia disse acreditar que as obras vão arrancar ainda este ano, e até o início do próximo ano dar continuidade à sua execução e ultimá-las.
Por outro lado, o titular da pasta das Finanças disse que São Salvador do Mundo, assim como os demais municípios do País, tem potencial a nível da cultura, indústrias criativas, turismo rural e empreendedorismo.
No entanto, observou que tais potencialidades precisam ser trabalhadas e melhoradas, adiantando que o Governo vai trabalhar com a câmara municipal para que possam melhorar as suas condições, iniciativa que vai ser levada aos outros municípios, sobretudo os rurais.
Na ocasião, o ministro disse que São Salvador do Mundo também precisa transformar e mudar a forma de fazer a agricultura, explicando que a designada indústria alimentar pode gerar riqueza como qualquer outra indústria moderna.
Daí que, segundo ele, o Governo vai garantir o acesso à água para todas as ilhas para a rega a um preço competitivo e adequado para que se possa ter uma agricultura rentável e de forma permanente e contínua.
“A solução não pode ser barragens. A solução para Cabo Verde é transformação da água do mar e da água salobra para a água para a rega. É este o caminho que temos que percorrer e que estamos a percorrer”, reiterou, referindo-se à visão do Executivo liderado por Ulisses Correia e Silva para o problema da água para a agricultura no arquipélago.
“Nós estamos a investir e vamos continuar a investir em todas as ilhas de Cabo Verde, particularmente na ilha de Santiago, para que possamos garantir água para a rega todo o ano, independentemente das condições climáticas e de haver ou não chuvas. Aliás, nós não podemos ser um País que labora numa abordagem de plano de emergência todos os anos. Temos que encontrar aqui uma normalidade e esta normalidade passa por isso (dessalinização da água)”, adiantou.
Fazendo um balanço da parceria entre o Governo e Câmara Municipal de São Salvador do Mundo ao longo desses quatro anos, o vice-primeiro-ministro mostrou-se satisfeito com o trabalho feito, sobretudo nas acessibilidades, mas disse que este trabalho precisa ser continuado e melhorado.
“Aquilo que foi feito em matéria de requalificação urbana, acessibilidades, reabilitação de casas e uma grande aposta na inclusão social, mas também um relacionamento profícuo entre o Governo desta República é prova de que juntos podemos fazer mais e melhor. O caminho percorrido nos últimos quatro anos dá-nos a garantia de como seremos capazes de fazer muito mais e melhor pelo município de São Salvador do Mundo e por Cabo Verde”, regozijou-se.
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