“O mais importante é que prometemos e cumprimos a nível organizativo, a Associação dos Comités Olímpicos Nacionais Africanos (ACNOA) solicitou a Cabo Verde que fizesse os primeiros Jogos Africanos de Praia, e que fizesse os melhores jogos, e nós cumprimos a nossa parte”, lançou, pelo que “Cabo Verde pode sentir-se orgulhoso pois está a fazer história”.

A presidente da COJAP estende a alegria que deixa transparecer por Cabo Verde ter conseguido nesta primeira metade da competição algumas medalhas, entre elas uma de ouro, pois, considerou, receber um evento desta envergadura e não ter nenhuma medalha “não seria bom”.

Filomena Fortes declarou ainda que o país está a “mostrar ao mundo” que já é capaz de organizar grandes eventos e que, neste caso particular dos Jogos Africanos de Praia, nem o tempo escasso (um ano) para os organizar e nem os parcos recursos humanos que tinha a disposição foram entraves.

Lembrou que no país “não há ninguém com conhecimento” para organizar um evento dessa categoria, teve que chamar expert de outros países para ajudar, mas que “está à vista de todos” que já se pode falar “em sucesso”, pelos relatos que lhe chegam, como disse.

“São jogos continentais, de grande responsabilidade, com disciplinas e modalidades que têm a qualificação para os jogos mundiais, como o andebol, o futebol e o voleibol”, continuou a mesma fonte, daí o grau elevado de exigências, mas que Cabo Verde soube responder “condignamente”.

Como exemplo de “pormenores da organização que as pessoas desconhecem”, Filomena Fortes revelou à Inforpress que no domingo, 17, foi feito “um milagre” para que se realizasse a prova de natação em águas abertas, “tantas foram as exigências a nível de segurança, mar agitado e outras”, assegurando mesmo que de todas as competições os desportos náuticos são os mais difíceis de organizar.

Contudo, a presidente da COJAP vê um senão em torno dos jogos, ou seja a época em que estão a ser realizados, em plena época dos exames da camada jovem, um público-alvo de iniciativas do género.

“Tivemos de tomar a decisão de realizar os jogos agora, já tinham sido adiados por causa do Ramadão em alguns países, e não podíamos mudar a data, pois Julho/Agosto é considerada a época alta do turismo em que as dificuldades aumentam”, considerou a mesma fonte

“Tentámos fazer o melhor para comunicar, mas a verdade é que a altura é má, as pessoas trabalham até às 16:00 e os estudantes estão em plena época de exames, mas até o fim espero que possamos melhorar ainda mais, pois isto tem sido uma aprendizagem para todos”, reforçou.

A 1ª edição dos Jogos Africanos de Praia entra hoje no quinto dia de competições, é realizada sob a égide da Associação de Comité Olímpicos Nacionais Africanos (ACNOA) e contemplam 11 modalidades ligadas ao mar, nomeadamente atletismo, basquetebol 3×3, andebol de praia, ténis de praia, futebol de praia, remo no mar, futebol freestyle, karaté kata, kitesurf, e natação em águas abertas.

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