Sem avançar números ou mesmo o “time” para se ter os resultados dos testes já enviados a um laboratório acreditado pela Agência Mundial Antidopagem (AMA) no estrangeiro, alegando “confidencialidade”, o presidente da ONAD-CV, Emanuel Passos, esclareceu à Inforpress que a Associação dos Comités Olímpicos Nacionais Africanos (ACNOA) é autoridade responsável pelo programa.

Esta organização africana, explicou, é representada neste evento pela Comissão Organizadora dos Jogos Africanos de Praia (COJAP), tendo revelado que inicialmente a ONAD-CV “tinha um pouco de receio, essencialmente por questões religiosas”, já que nestes controlos “a privacidade da pessoa é invadida”.

Classificou mesmo de “uma surpresa muito agradável” pela ONAD-CV esta sensibilidade dos atletas, garantindo, contudo, que as amostras recolhidas foram enviadas para um laboratório, acreditado pela AMA e contratado pela COJAP.

“Não é imperativo que o resultado seja conhecido logo de imediato, porque mesmo que vier a ser conhecido mais tarde terá um efeito retroactivo”, esclareceu Passos.

Segundo apurou a Inforpress, os atletas presentes nos I Jogos Africanos de Praia estão a serem submetidos a testes antidopagem por dois agentes de controlo, envolvendo o próprio presidente na coordenação na elaboração e da modificação do programa sempre que necessário.

Emanuel Passos explicou que o programa anti-dopagem, numa competição de um grande evento desportivo é essencialmente constituído pela questão do controlo de dopagem e da problemática da educação e informação dos atletas, considerada condição “sine qua non” para qualquer evento desta natureza.

“O nosso objectivo principal, consoante a Agência Mundial Anti-Dopagem (AMA) era o de implementar o sistema ante educação durante os jogos Africanos de Praia e que está a funcionar muito bem”, especificou, acrescentando que o representante da AMA da África que esteve no Sal ficou “bastante satisfeito”, assim como o presidente da Associação dos Comités Olímpicos Nacionais Africanos (ACNOA).

Estes jogos estão a servir para a ONAD-CV, em colaboração com a AMA, avaliar o nível do conhecimento dos atletas relativamente a questões antidopagem, ao mesmo tempo que tente a sua internacionalização junto dos 43 países representados nos I Jogos Africanos de Praia.

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