De regresso à casa, Daniel Pina, mestre e atleta de 36 anos, 27 dos quais dedicados à modalidade de Karaté, visivelmente satisfeito, conta em entrevista à Inforpress que, apesar de ser distinguido pela quinta vez com este prémio da World International Self Defense Association – WISDA, entidade organizadora do evento internacional, cada momento é diferente.

Nomeado a participar neste evento, onde marcaram presença vários praticantes de artes marciais, Daniel Pina que é presidente do Conselho Técnico da Associação de Karaté da ilha do Sal (AKIS), disse que trouxe na bagagem alguns prémios, nomeadamente de melhor treinador do ano e revelação, e galardão de excelência das artes marciais.

“Estive também em Portugal onde permaneci 15 dias em preparação para o campeonato do mundo de apuramento para os Jogos Olímpicos, que decorreu em Madrid, onde participaram 185 países e 1447 atletas, tendo Cabo Verde sido representado por dois atletas. Por mim, e Nuno Dias, campeão cabo-verdiano a residir em Portugal”, relatou.

Sensei de duas escolas da modalidade na ilha do Sal, Daniel Pina, que vem sendo desde 2014 nomeado e distinguido com este prémio, explica que esta distinção é consagrada a pessoas que têm feito algo para o desenvolvimento das artes marciais no seu país e, consequentemente, no mundo.

Designer gráfico de profissão, o sensei Daniel abandonou o ofício para se dedicar totalmente às artes marciais, trabalho que tem feito com “amor e dedicação” em prol do crescimento e aperfeiçoamento da modalidade na ilha e no país.

“Infelizmente, em Cabo Verde dificilmente somos reconhecidos pelo trabalho que fazemos, enquanto lá fora somos lembrados e galardoados pelo nosso trabalho. E isso dá-me cada vez mais forças para continuar a trabalhar, ensinando crianças e adultos, em prol do desenvolvimento do karaté dentro e fora do país”, manifestou.

A propósito, Daniel Pina aponta que as duas academias, uma em Santa Maria e outra nos Espargos, pertencentes à Associação de Karaté da Ilha do Sal (AKIS), reconhecida pela Federação Cabo-Verdiana de Karaté caminham “muito bem”.

“Em ambas academias temos um número considerável de alunos. Já conseguimos constituir os nossos primeiros cinturões negros. O karaté no Sal vai se desenvolvendo paulatinamente”, considerou.

Nas academias, além de karaté, o mestre dá também aulas de Tae Bo e defesa pessoal.

Quanto a planos de futuro, Daniel Pina fala no projecto Cabo Verde Hallow Fany, (corredor da fama), um evento de artes marciais pensado, disse, há algum tempo devendo, entretanto, ser posto em prática em 2019, já que a última vez acontecera em 2015, onde marcaram presença, pela primeira vez em Cabo Verde, dois actores de Hollywood.

“Sinto-me satisfeito com resultados alcançados”, conclui agradecendo, especialmente os pais e encarregados de educação cujos filhos frequentam as duas escolas de karaté, os quais, sublinha, são seus principais patrocinadores.