Ao fim da tarde de hoje, no hotel onde a selecção se encontram instalada, em Santa Maria, elementos do Comité Olímpico Cabo-verdiano (COI) e da representação em Cabo Verde das Nações Unidas (NU-Cabo Verde) aproveitaram para um momento de diálogo sobre os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em que a frase-chave foi “o desporto como ferramenta do desenvolvimento”.

Aliás, Anito Pinto, em representação das NU-Cabo Verde, revelou que a instituição associou-se ao COI e ao desporto porque não vê o desporto afastado do desenvolvimento.

Dirigindo-se aos atletas, Pinto explicou que a iniciativa é também uma forma de estes levarem a mensagem da Agenda 2030 e do cumprimento dos ODS a outras pessoas, pois, sintetizou, “todos têm uma palavra a dizer” na promoção dos ODS.

Da parte do Comité Olímpico Cabo-verdiano, o vice-presidente, Nélson Martins, lembrou aos atletas a importância dos jogos, os quais “podem catapultar” Cabo Verde para um “patamar superior” a nível de visibilidade na África e no mundo, daí apelar ao respeito pelos valores do desporto e espírito dos ODS.

Rodrigo Bejarano, um do chefe da missão cabo-verdiana aos jogos, mencionou o COI e as NU-Cabo Verde como parceiros da selecção e chamou atenção do grupo para o facto de o desporto, para além do jogo em si, ser uma ferramenta para se atingir os ODS.

“Importante é demonstrar que o desporto não é só correr atrás da bola, mas é também uma ferramenta de desenvolvimento”, reforçou.

“Vocês estão a representar 500 mil pessoas, ninguém vos pediu medalhas, mas sim entrega em campo e comportamento exemplar”, concluiu Rodrigo Bejarano, antes de lembrar, no entanto, que se as medalhas vierem “elas serão bem-vindas”.

As NU “reconheceram, defendem e apoiam” as “importantes contribuições” do desporto para o desenvolvimento e a paz, com um registo significativo das resoluções da Assembleia Geral e do Conselho de Direitos Humanos, tratados da ONU, relatórios do secretário-geral e outros documentos orientadores que destacam o potencial único do desporto.

De acordo com as NU, os processos e marcos que levaram à “adopção histórica” da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e seus 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, em 2015, foram seguidos pela comunidade desportiva para o desenvolvimento e paz, com “forte interesse e compromisso” de continuar a “usar o desporto” como uma “ferramenta incontestável” para apoiar este novo plano global de acção.

Sob a égide da Associação de Comité Olímpicos Nacionais Africanos (ACNOA), os Jogos Africanos de Praia Sal 2019, contemplam 11 modalidades, nomeadamente atletismo, basquetebol 3×3, andebol de praia, ténis de praia, futebol de praia, remo no mar, futebol Freestyle, karaté kata, kitesurf, e natação em águas abertas.

Estima-se que estarão no país cerca de duas mil pessoas ligadas aos jogos, que principiam esta sexta-feira, entre atletas, dirigentes e respectivas comitivas, bem como jornalistas de vários países.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.