Em conversa hoje com a Inforpress, o treinador da equipa do Académico 83, Fernando Jorge, assegurou que o plantel da sua equipa já está praticamente fechado, tendo em vista que este ano houve saídas de alguns atletas e entrada de outros novos.

O técnico adiantou que graças a um “grande esforço” financeiro da direcção, estão em condições de “lutarem” para a conquista do título assim como aconteceu na época passada, mas esperam que não venha acontecer interferências do presidente da ARFM na determinação do campeão regional.

Fernando Jorge da Graça lembrou ainda que a sua equipa foi vitima de vários atropelos por parte do presidente da Associação Regional de futebol, e neste particular sublinhou que o Académico 83 foi a “equipa que mais pontos conquistou dentro do campo, que mais golos marcou e que menos golos sofreu, durante o campeonato da época passada”.

Segundo o treinador, a equipa negra da cidade do Porto Inglês só não conquistou o título de campeão na época passada, porque o presidente da ARFM decidiu “quebrar” os regulamentos da Federação Cabo-verdiana de Futebol, atribuindo os três pontos à equipa do Barreirense e que graças a esta “manobra” a sua adversária consegui vencer o campeonato.

Fernando Jorge da Graça advogou que, neste momento, o futebol vive o seu “pior momento” na ilha do Maio, o que, na sua opinião, tem contado com a conivência da FCF, porque não posicionou de forma clara, mesmo sabendo dos vários aspecto “ilegais” que aconteceram na época passada e não se posicionou para repor a verdade desportiva.

O treinador do Académico faz um balanço “negativo” da época passada, lembrando que ela iniciou com a realização da super taça, mas diz ser “inacreditável” que a ARFM, em dez meses, não tenha tido competência e nem a capacidade de finalizar esta prova que se jogou, mas que não terminou.

Lembrou ainda que foi determinado que se ia marcar as grandes penalidades posteriormente, mas, “infelizmente ficamos sem ter o vencedor”.

Conforme adiantou aquele representante, durante a época passada, o presidente da ARFM voltou mais uma vez a “rasgar” o regulamento, ao realizar um campeonato da segunda divisão em três voltas, o que considera ser algo “ilegal”, porque o regulamento não prevê isso.

Denunciou a “batota” feita para se determinar o campeão regional, uma situação que, na sua opinião, terá sido a maior “vergonha” do futebol na ilha.

“Temos desde a época passada e até o momento, uma situação em que o presidente da Associação Regional de Futebol do Maio está a prestar serviço a duas entidades, ou seja, ele dirige a ARFM e ao mesmo tempo desempenha funções na Federação Cabo-verdiana de Futebol”, alertou.

Aquele dirigente desportivo conclui afirmando que a FCF conhece a situação e nem sequer tem se posicionado sobre este assunto que considera ser “ilegal”.

Para este técnico “isso é incompatível” e o “mais grave disso tudo é que os dirigentes dos clubes, que considero ser o parente pobre do nosso futebol, aceitam que uma pessoa, que há um ano tem a residência fixa na Praia, dirige o futebol na ilha de lá para cá”.