A acção formativa, realizada no Centro de Estágio do Mindelo, insere-se no plano de acção para o sector do desporto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), aprovado pela XI Conferência de Ministros da Juventude e Desportos da comunidade em Julho de 2018, na Cidade de São Tomé, para o Biénio 2018/20.

E agora traz para São Vicente o português João Diogo, que, como o próprio avançou à Inforpress, está no jornalismo há 44 anos e já passou por jornais e pelas rádios como a Antena 1, a RDP e a RDP África, onde está há 23 anos, mais ligado às questões africanas “lutando muito” para a expressão dos países africanos de língua portuguesa.

João Diogo disse estar mais uma vez em Cabo Verde para esta formação que pretende, assegurou, “analisar um pouco” as novas tecnologias e o fenómeno das redes sociais, tidos como “concorrência”, mas que agora, considerou, “começam a perder terreno em relação à rádio e a televisão”.

“São importantes estas trocas as experiências para se saber o que se faz em Cabo Verde, mas também mostrar o que podemos ajudar a fazer, uma vez que temos mais condições técnicas”, assinalou o jornalista, para quem é sempre possível fazer “cada vez melhor” na rádio.

Embora consciente de que os meios disponíveis em Portugal e Cabo Verde são diferentes, João Diogo acredita ser possível melhorar mesmo com os meios que se tem.

E é que se quer, segundo a mesma fonte, com este curso que acontece no Mindelo até sexta-feira, em que os formadores, “não vêm ensinar nada, mas falar, para que as pessoas também possam reflectir”, disse, acrescentando ser “sempre bom” vir aos países lusófonos partilhar do pouco que sabe.

O curso de três dias, explicou, deverá abordar temas como coordenação de emissões, directos, formas de preparar e apresentar notícias, a preparação antes das emissões, linguagem e colocação da voz.

“É tudo isso, porque muitas vezes, as coisas passam um pouco ao lado e temos que relembrar isso muitas vezes para que emissão da rádio seja bem feita e as pessoas gostem de ouvir”, salientou João Diogo, que, falando da sua experiência, disse que “não se pode fazer rádio à toa, mas, sim deve haver um estudo prévio”.

A formação de jornalismo desportivo/relator, que envolve jornalistas de Cabo Verde e de outros países da CPLP, é ministrada, para além de João Digo, pelo colega Nuno Matos e pelo jornalista da Rádio de Cabo Verde (RCV), Moisés Évora.

O objectivo desta iniciativa, promovida em parceria com a Direcção-Geral do Desporto, é “fornecer aos formandos os conteúdos básicos e ferramentas importantes para a actividade de Jornalismo Desportivo/ Relator, na procura de um melhor entendimento e comunicação social desportiva na comunidade desportiva envolvente”.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.