Iniciado sábado no Estádio Nacional nas diversas variedades de atletismo, o IX Campeonato Nacional Paralímpico (CANADEP’2019)  prossegue este domingo na Zona de Quebra Canela, nas competições de arremesso de peso, levantamento de peso, voleibol sentado e basquetebol em cadeiras de roda.

Com a participação de aproximadamente 100 atletas com deficiência, em representação de todas as ilhas à excepção de São Nicolau e Brava, justificada pelo presidente da FECAD, Júlio Rocha, por razões, também ligadas as dificuldades de transportes, o IX CANADEP proporcionou competição no “Special Olympic”, 60 metros, síndrome down deficiência intelectual.

O atletismo esteve representado nas disciplinas do salto em comprimento para surdos (T-60), visual (T11, T12 e T13), paralisia cerebral, deficiência de membros inferiores e superiores, e corridas dos 100 e 400 metros, envolvendo todas visual surdo, paralisia cerebral, cadeirantes, anão (T-40), e deficiência dos membros superiores, T-46 e T-44.

Marilson Semedo, atleta paralímpico internacional cabo-verdiano de referência no panorama nacional, voltou a confirmar a sua performance ao revalidar  o título de campeão nacional nos levantamento de peso, categoria 90 kg (halterofilismo), lançamento de peso (F-47) e vólei em representação de Santiago Sul.

Eidilene Lopes, de São Vicente, foi outras das grandes figuras deste nacional ao vencer a prova dos 100 metros em pouco mais de 13 segundos, marca considerada “ um autêntico sucesso e promissora” para a organização da prova, que promete trabalhar a jovem promessa para representar o país nas próximas provas internacionais de qualificação para grandes eventos mundiais.

Praticante do atletismo há menos de um ano, Eidilene Lopes disse à Inforpress que desde sempre pratica o desporto, com particularidade para o futebol e que doravante promete intensificar a sua performance nas provas de velocidade para representar o país nos eventos internacionais.

Para o presidente da FECAD, a prova tem estado a ser disputada num ambiente de muito festa e competição, alegando que o objectivo essencial da organização, enquanto organizador da prova, pela primeira vez, é, sobretudo, proporcionar a inclusão através do desporto e que “tem sido um grande sucesso”.

A nível dos atletas reina um sentimento de “muita emoção, colaboração e espírito de fair play”.

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