A informação foi avançada pela câmara do Porto Novo, em comunicado, a propósito da ameaça feita por quatro dos seis clubes inscritos, esta temporada, para as competições oficiais nesta região desportiva, de suspensão do campeonato regional, a partir da segunda jornada, alegando, entre outros motivos, a não atribuição, até agora, do subsídio da autarquia.

“Todos os subsídios e prémios são feitos a partir de proposta pela Associação Regional de Futebol de Santo Antão – Sul (ARFSAS) à Câmara Municipal do Porto Novo (CMPN), coisa que aconteceu na semana passada”, esclarece o comunicado, assinado pelo vereador do desporto, Nilson Santos, avançando que “depois de analisada e aprovada será executada nos próximos dias”.

A Inforpress recebeu, semana passada, uma nota assinada por quatro clubes de que estariam na disposição de ir à “greve”, ou seja, de suspender o campeonato, a partir da segunda jornada, próximo fim-de-semana, alegando o atraso na atribuição do subsídio, por parte da edilidade, e a demora na apresentação de contas, por parte da ARFSAS.

Na nota, enviada à ARFSAS, esses clubes, que exigem ainda da associação a apresentação dos instrumentos de gestão para a época 2018/2019, informaram que sem o subsídio da câmara, não vão poder continuar nas competições.

A Câmara Municipal do Porto Novo entende, porém, que está-se perante “uma cabala, montada por um sujeito bem identificado que visa caluniar e denegrir o trabalho que a autarquia está a fazer em prol do desporto no concelho, procurando obter dividendos políticos”.

Segundo o vereador, o actual executivo, desde que assumiu o destino do município, tem “honrado os seus compromissos e tem pautado por uma excelente relação” com a ARFSAS e com todos os clubes de futebol e das outras modalidades praticadas, localmente.

Nas ultimas duas épocas, os clubes receberam a totalidade dos subsídios, o que, segundo Nilson Santos, não acontecia antes, informando que a anterior gestão terá deixado uma dívida com os clubes de mais de 650 contos.

“A cabala está desmontada. Não havia e não há problema com o pagamento dos subsídios aos clubes. Só assim se compreende que a nota tenha chegado primeiro à Inforpress, quando, se o propósito fosse resolver o problema do pagamento, deveria ser do conhecimento primeiro da CMPN e ARFSAS”, escreve Nilson Santos.

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