“Numa prova desta, com jogos um em cima do outro é complicado. Temos que pensar primeiramente na integridade física dos jogadores, porque só haverá espectáculo se houver uma recuperação muito boa dos nossos atletas”, afirmou.

Conforme explicou ainda, quando se quer organizar qualquer competição que seja, a primeira coisa que deve ser levada em conta é a integridade física dos atletas e espectáculo. Duas coisas que, completou., estão interligadas à recuperação.

“Em nenhuma parte do mundo as equipas jogam dois jogos seguidos se descansar”, frisou Humberto Bettencourt, questionando como é que se está a proteger a integridade física dos jogadores e como é que estes, estando cansados conseguem proporcionar um verdadeiro espectáculo.

O treinador da selecção de Santigo advertiu ainda que esta questão merece ser repensada “porque a integridade física dos jogadores deve ser preservada”, porquanto, realçou, “a sobrecarga pode causar lesões graves”.

“Connosco ainda não aconteceu, mas alguns jogadores de outras equipas já lesionaram por via de sobrecarga”, informou Humberto Bettencourt, advogando que o tempo de recuperação de um jogo para o outro deve ser maior, até porque, referiu, após um jogo, um jogador só consegue estar mais ou menos recuperado depois de três dias.

A Taça Independência, ou torneio Inter-Ilhas, prova da Federação Cabo-verdiana de Futebol, realiza-se de 05 a 16 deste mês, nos concelhos da Ribeira Brava e Tarrafal de São Nicolau, e envolve as selecções regionais das nove ilhas habitadas do país mais a Diáspora, que nesta edição está representada pelos Estados Unidos.

São Vicente, actual campeã, é a ilha com maior número de títulos conquistados nesta competição, cinco, seguida de Santiago, com quatro troféus, ao passo que Sal e Fogo têm uma conquista cada no cômputo das 11 edições já realizadas.

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