Em carta enviada ao Ministério do Desporto e a que a Inforpress teve acesso, os subscritores, solicitam informações quando ao desenrolar dos acontecimentos volvidos seis meses da entrada da carta no ministério, e indagam mesmo se “haverá agora alguma evolução positiva” sobre esta solicitação.

Os subscritores da missiva, de que se afiguram nomes como do antigo goleador Zé di Nhana, dizem “entenderam perfeitamente os argumentos da Direcção-Geral dos Desportos em carta de 29 de Março, que alegava dificuldades para “de imediato atribuir algum tipo de apoio”, já que deixava aberta a “possibilidade de inventariar minuciosamente eventuais situações de doença crónica, de falta de rendimento e precaridade habitacional”, mas criticam a demora.

“Será que não merecemos respeito por parte de quem dirigimos a carta? Significa este silêncio do Governo o encerramento do caso? Não terá já chegado a hora de passarmos de simples reconhecimento simbólico para o reconhecimento material das solicitações que fizemos? Vamos ter de esperar mais quanto tempo?”, são as questões colocadas na carta.

“Nos duros tempos do pós-independência em que o país precisava de nós para se fazer representar lá fora respondemos sempre, com alegria, com dedicação, com espírito de vitória, com responsabilidade e muito respeito que caracteriza o povo cabo-verdiano”, lê-se na missiva.

Os subscritores dizem não querem ser mendigos nesta causa que julgam ser “de toda a justiça e merecimento” e argumentam que “continuam a ser manifestações simbólicas que, apesar de muito relevantes, não resolvem o problema de muitos desses internacionais – alguns dos quais já faleceram –  a braços com graves problemas de saúde, abandonados à sua sorte”.

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