Numa conferência de imprensa realizada no final da tarde de sexta-feira, na localidade de Patim, interior sul do município de São Filipe, o líder do GPAIS, Luís Pires, referiu que em relação ao campo de futebol, que segundo o mesmo, “envolto em grande polémica”, deve ter uma área para infra-estruturas anexas, mesmo que a sua construção seja faseada.
De entre as infra-estruturas anexas, apontou a construção de balneários, sanitários, bancadas, tribunal, cabine de imprensa, área de estacionamento, observando que como no interior da vila de Patim não existem espaços com esta dimensão, a proposta é no sentido de identificar um lote mais adequado entre Patim e Forno, de modo que esta infra-estrutura sirva as equipas de ABC de Patim (1º escalão) e Luzabril de Luzia Nunes (2º escalão).
O campo servirá igualmente jovens atletas de Patim e das localidades vizinhas, lembrando que Patim detém o título de bicampeão no escalão de sub-17 e vice-campeão na modalidade de sub-12, e merecem uma boa infra-estrutura.
Luís Pires indicou ainda que no início do mandato, a actual câmara prometeu reabilitar placas e polivalentes que encontrou construídos em várias localidades, incluindo a placa de Patim, mas quase no final do mandato reabilitou dois polivalentes, segundo o mesmo, sem qualidade, e iniciou um sem projecto de remodelação.
Para o líder do GPAIS após, a massificação do desporto no passado, agora a ambição dos jovens de Patim e das demais localidades do município passar por ter pavilhão coberto e não apenas “reabilitação tosca de placas e polivalentes”.
No dizer do líder do GPAIS, a localidade de Patim, que no mandato anterior conquistou o estatuto de vila, tem as condições para no futuro próximo transformar-se no núcleo central da futura cidade do interior sul de São Filipe, razão pela qual a autarquia deve adquirir e reservar terrenos no interior da vila para futuras infra-estruturas que na dinâmica natural, serão indispensáveis, como sejam centro de saúde, escola secundária construída de raiz, de entre outras.
“Há 45 anos, Patim não tinha e energia, água, acesso à educação, á formação, à habitação condiga”, destacou Luís Pires, que apontou a título de exemplo que no mandato anterior, na zona sul do município, incluindo a vila de Patim, foram construídos mais de duas centenas de casos de banho, sublinhando que tudo que existe nesta vila veio das câmaras anteriores, inclusive a escola básica que só foi reabilitada graças aos 19 mil contos deixados em 2016.
O autarca acusou a actual câmara de não ter conseguido construir nem a escola nem o polivalente de Jardim/Batente, cujo financiamento de duas organizações não-governamentais Luxemburguesa tinham garantido o valor de 15 mil contos, nem tão pouco a concretização da promessa de colocação de relva no campo de Salto que herdou construído.
Para o GPAIS, a zona sul sente-se abandonada por parte da câmara e do Governo e que as reivindicações servem para mostrar o quanto esta actual câmara não fez nada, apesar de dispor de recursos para fazer melhor.
“Como não há obras e não há dinheiro, o povo da zona sul gostaria de saber aonde foram parar os cerca de 300 mil contos dos empréstimos bancários feitos por esta câmara mais endividada de sempre”, advogou o líder do GPAIS, adiantando que os horticultores e criadores passaram os quatro anos em aflição, não há sinal de emprego, quando devia existir, devido as secas consecutivas, trabalho em todas as localidades.
“Não há grandes nem pequenas obras. Apenas para propaganda eleitoral transformaram o anel rodoviário em meia-lua, mas esta câmara não fez absolutamente nada junto do Governo, para sequer, ligar em asfalto, Patim a Salto”, destacou.
Luís Pires lembrou que, permanentemente, em sessões camarárias, apresentou propostas alternativas para imprimir uma maior dinâmica ao desenvolvimento do município, adiantando que “há dezenas de questões fundamentais colocadas ao longo do mandato para dar ideia de alguma transparência que nunca foram respondidas”, observando que a câmara continua sonegando informações a oposição e agindo em total falta de transparência.
“Reivindicamos e denunciamos publicamente alguma ilegalidade e tencionamos agir em conformidade”, concluiu Luís Pires.
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