O responsável indicou que a estratégia passa por uma “virada para o equilíbrio nacional”, visando acatar uma “reivindicação” de que a seleção nacional deve também jogar na Zona Norte.

Mário Semedo justificou este investimento à Inforpress, destacando que Vicente afigura-se como a ilha que se apresenta em melhores condições para acolher os jogos da equipa nacional.

“É nessa perspectiva que fizemos uma visita, juntamente com o pessoal da FIFA. Foi feito um levantamento das intervenções para que o Estádio Adérito Sena possa acolher os jogos nacionais, foi feito um orçamento”, explicou Semedo.

Sublinhou que há um entendimento entre o Governo, a Câmara Municipal de São Vicente e a FIFA, através da FCF, para a existência deste co-financiamento para a reparação de estádio, numa estratégia de equilíbrio regional, de levar a seleção para a zona Norte.

Daí, assegura que nos próximos tempos a seleção nacional de futebol terá mesmo de acolher jogos da seleção nacional e que a FCF vai continuar a trabalhar para que existam condições nos outros campos do país, de modo que a seleção possa jogar, se possível, em todos os campos.

Em relação ao curso de formação para treinadores de âmbito nacional, realizado na Cidade da Praia, mediante o financiamento da Federação Holandesa de Futebol (KNVB), Mário Semedo voltou a reafirmar o seu descontentamento pelo facto da ARFSS não ter indicado nenhum representante.

Afiançou que o curso tinha um número limite de formandos, imposto pelo financiador e que a FCF teve de pautar-se por uma repartição igualitária para todas as associações regionais de futebol, para a Federação e para a Associação Nacional dos Treinadores de Cabo Verde.

O líder federativo lamenta que os treinadores de Santiago Sul não tenham podido participar porque não foram indicados pela associação respectiva, apesar dos e-mails enviados a todas as associações filiadas, inclusive comunicações por telefones.

Mário Semedo refuta as acusações do presidente da ARFSS, Mário “Donnay” Avelino, de que Santiago Sul está a ser discriminada, alegando que não confunde “pessoas com instituição, ou muito menos com modalidade”.

“Nunca fizemos essa discriminação. Todos os direitos que as demais associações têm a ARFSS tem, todas as aplicações que terão sido dadas às associações, a de Santiago Sul também recebeu, pelo que não vejo razão porque há discriminação”, asseverou Semedo.

Mário Semedo disse que a FCF trabalha com toda a transparência, pelo que não se conforma com as acusações lançadas pelo presidente da ARFSS, Mário “Donnay” Avelino, quanto à forma como a instituição que rege o futebol em Cabo Verde está a gerir a modalidade rainha.